Uma operação conduzida recentemente em Buenos Aires revelou a dependência do Brasil da Argentina para combater o mercado ilegal de streaming, conhecido popularmente como “gatonet”. As informações foram compartilhadas pelo UOL, na terça-feira (04).
O termo é utilizado para nomear plataformas clandestinas que oferecem acesso a canais pagos e serviços de streaming premium de forma ilegal, atraindo milhões de usuários com assinaturas mensais baratas.
Como aconteceu?
Segundo a reportagem, autoridades argentinas derrubaram dezenas de serviços piratas, entre eles TV Express, My Family Cinema e Eppi Cinema , que tinham o Brasil como principal mercado.
A apuração mostrou ainda que, de acordo com a Alianza Contra la Piratería Audiovisual, a rede possuía cerca de 6,2 milhões de usuários, dos quais 4,6 milhões estavam no país, com faturamento anual estimado em até US$ 200 milhões.
A operação revelou uma estrutura transnacional, que funcionava com núcleo de marketing e atendimento em Buenos Aires, enquanto os servidores eram hospedados em países asiáticos, como China. A clientela e o faturamento, porém, vinham majoritariamente do Brasil.
Manifestação da Anatel
Uma reportagem do G1 mostrou a manifestação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que destacou a interrupção dos serviços piratas no país.
Segundo a reportagem, como os servidores estavam hospedados fora do território brasileiro, a agência reforça que não participou diretamente da operação, mas reconhece os efeitos imediatos sobre milhares de consumidores no Brasil. A medida faz parte de um esforço maior de cooperação internacional para combater a pirataria audiovisual.

