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Política

Quais os riscos das estações clandestinas de internet?

Nos últimos dois anos, foram nove em São Paulo e duas no Rio de Janeiro

Quais os riscos das estações clandestinas de internet?

Uma operação de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em São Paulo apreendeu a terceira estação clandestina de telefonia celular e internet móvel, conhecida como “ERB Fake”, no estado somente neste ano.

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O objetivo era combater a aplicação de golpes por meio do envio de SMS fraudulentos por este tipo de equipamento. A interferência foi denunciada por uma operadora regularizada.

A emissão clandestina acontecia no bairro de Moema, na capital paulista, a partir de um condomínio residencial. Os fiscais avaliaram que a origem do sinal falacioso vinha do quinto andar e utilizava um analisador de espectro acoplado a uma antena direcional, para o rastreio da transmissão.

A Polícia Civil ingressou no imóvel e confiscou o ERB, além de deter o indivíduo dentro do apartamento.

Qual o impacto dos ERBs falsos?

Segundo nota do conselheiro da Anatel, Edson Holanda, a desarticulação dessas estações clandestinas é fundamental para proteger a integridade das redes e, acima de tudo, a segurança dos usuários, as principais vítimas dos golpes por SMS.

Uma Estação Rádio Base (ERB) é a antena de telefonia celular responsável por conectar o aparelho à rede da operadora. É por meio desse aparelho que os sinais de rádio são emitidos, permitindo a realização de chamadas, mensagens e acesso à internet. Qualquer interferência nesses sinais pode resultar em riscos para a segurança dos usuários.

Alto número de apreensões

A operação da semana passada é a terceira apreensão de um ERB falso em São Paulo. No ano passado, haviam sido cinco desativações até julho de 2025.

Nos últimos dois anos, foram nove operações no estado e duas no Rio de Janeiro.

Governo estuda ampliar internet nas estradas

O Brasilianista mostrou no ano passado que o Ministério das Comunicações (MCom) discutia a criação da Política Nacional de Conectividade em Rodovias, que pretende levar sinal de internet a trechos de estradas federais ainda sem cobertura.

A medida prevê o uso de recursos públicos, como o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), além de parcerias com concessionárias e operadoras.

Entre os principais pontos em debate, conforme divulgação do Governo Federal, estão:

  • Diretrizes para compromissos regulatórios associados à expansão do SMP (Serviço Móvel Pessoal) em rodovias;
  • Diretrizes para o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e de outras fontes de financiamento para cobertura em rodovias;
  • Cooperação institucional com outros órgãos públicos para integração das políticas, como a integração entre Ministérios das Comunicações, Transportes e Infraestrutura Digital.
  • Regulamentação da oferta do Serviço Móvel Pessoal em regime de itinerância (roaming) nas rodovias;

Dessa forma, as operadora de telecomunicações serão obrigadas a compartilhar seu sinal com as demais empresas na rodovia. A medida promete ampliar o sinal de cada usuário em cerca de 50%.

Atualmente, dos 75 mil quilômetros de rodovias federais pavimentadas, cada operadora cobre não mais do que 24 mil quilômetros de extensão com internet, cerca de um terço do total. A meta é chegar a aproximadamente 45 mil quilômetros por operadora.

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