Durante entrevista para o jornal britânico The Guardian, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky enfrentou duas quedas de energia. A entrevista aconteceu em Kiev, capital ucraniana, no último domingo (09).
Logo no início da entrevista exclusiva para o jornalista Luke Harding, o presidente ucraniano foi surpreendido com uma falha na energia do palácio presidencial, deixando o ambiente às escuras. O palácio utilizou geradores de energia após as duas quedas.
Autoridades locais atribuem quedas de energia à ataques russos
De acordo com as autoridades locais, as interrupções no fornecimento de energia elétrica têm se tornado cada vez mais frequentes, em várias regiões do país. As cidades de Kiev e Karkhiv estão entre as mais afetadas.
O incidente durante a entrevista de Zelensky aconteceu em meio a uma nova série de ataques coordenados da Rússia contra a infraestrutura energética da Ucrânia. A Rússia intensificou os bombardeios em subestações que abastecem usinas nucleares e linhas de transmissão.
Zelensky relata ataques russos e reforça o pedido de ajuda à aliados
Em um trecho posterior da entrevista, Zelensky afirmou que Putin estava ordenando “ataques terroristas” contra os sistemas energéticos da Ucrânia, matando civis e deixando-os sem energia e água. “Ele não consegue criar tensão em nossa sociedade de outra forma.”
Zelensky afirmou estar trabalhando em estreita colaboração com parceiros internacionais para proteger a Ucrânia dos ataques de drones russos que ocorrem todas as noites. Questionado se havia esforço suficiente por parte da União Europeia e o Reino Unido, o presidente ucraniano afirmou: “Nunca é suficiente.’
Presidente ucraniano diz não ter medo de Donald Trump
Nesta mesma entrevista, Zelensky foi indagado se sentia medo do presidente norte-americano, Donald Trump. Volodymyr disse ao The Guardian não temer o líder dos Estados Unidos, e que a Ucrânia é uma grande aliada do país norte-americano.
Zelensky ainda revelou que o Rei Charles, da Inglaterra, foi um dos grandes responsáveis pela construção da relação com Donald Trump. O presidente ucraniano ressaltou e agradeceu o esforço do monarca britânico para que Trump apoiasse a Ucrânia com mais entusiasmo.

