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Política

CPMI do INSS ouve advogado Eric Fidelis nesta quinta-feira (13)

Comissão avança com as oitivas de investigados e pessoas citadas nos relatórios da PF e CGU

CPMI do INSS ouve advogado Eric Fidelis nesta quinta-feira (13)

De acordo com o Senado Notícias, nesta quinta-feira (13), a CPMI do INSS ouvirá o advogado Eric Fidelis, filho do ex-diretor do INSS, André Fidelis, que é investigado por envolvimento em fraudes nos descontos á aposentados e pensionistas. 

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Eric Fidelis estará amparado por habeas corpus, mas o presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) disse esperar que Eric fale sobre a relação dele e do pai com as associações que promoviam descontos indevidos de beneficiários do INSS.

Quem é Eric Fidelis?

Eric Fidelis é advogado, e filho de André Fidelis, ex-diretor do INSS. Eric foi citado em investigações da Polícia Federal, após seu escritório aparecer em relatórios da PF. 

De acordo com a CNN Brasil, o escritório de Eric recebeu cerca de R$ 3,7 milhões de empresas intermediárias relacionadas às entidades associativas. Parte dos repasses teve origem em empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, que é investigado pela Polícia Federal. 

Segundo a Polícia Federal, o ex-diretor do INSS recebeu R$ 1,4 milhão de Antonio Carlos por intermédio do escritório de advocacia de Eric Fidelis.

Saiba mais sobre a CPMI do INSS 

A CPMI do INSS (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social) é um colegiado do Congresso Nacional brasileiro composto por deputados federais e senadores, criado para investigar fraudes e irregularidades relacionadas aos benefícios pagos pelo INSS, conforme informou o Congresso em Foco.

O requerimento para sua instalação foi aprovado em 2025, de acordo com o Senado, com mandatos de investigação voltados para descontos indevidos em aposentadorias e pensões, convênios suspeitos com associações e uso de esquemas de tecnologia para fraude. 

Relator da CPMI diz que investigações devem chegar em bancos

O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL) afirmou que o colegiado deve avançar na apuração de irregularidades que envolvem o sistema previdenciário e entidades responsáveis pelos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

“O cronograma prevê analisar o sistema previdenciário, identificar falhas e servidores que participaram do desvio e entender o mecanismo que permitiu que isso acontecesse. A CPMI vai até março. Ainda temos muita gente para ouvir e muitos mecanismos para desvendar”, destacou o relator.