O governo adotou nova estratégia para tentar barrar o projeto de lei antifacção (PL 5.582/25), com previsão de ser votado na Câmara nesta semana. Em declaração a jornalistas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse que o projeto, no formato do relatório apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PL-SP), inviabilizaria investigações como a Carbono Oculto, que trata da infiltração do crime no setor de combustíveis.
“Foram anos de investigações, apreensão de navios de combustíveis, […] e esse relatório apresentado coloca em risco toda essa operação”, declarou.
Segundo ele, além da Polícia Federal, o relatório esvaziaria o papel investigativo da Receita Federal. Na interpretação da Fazenda, o relatório exige trânsito em julgado para crimes em que a Receita Federal habitualmente atua, o que poderia impactar a velocidade e eficácia das ações. Nas palavras de Haddad, o relatório protege o “andar de cima” do crime organizado.

