Nesta terça-feira (18), a Comissão de Investigação do Congresso argentino concluiu que a promoção de criptomoedas feita pelo presidente Javier Milei pode configurar como fraude.
De acordo com o G1, em relatório divulgado pela comissão da Câmara dos Deputados, a ação de Milei de promover a criptomoeda $LIBRA é compatível com uma suposta fraude, e também atribui “responsabilidade política” para Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente.
Dezenas de denúncias foram apresentadas contra Milei e os envolvidos no projeto da criptomoeda, e foram centralizadas em uma juíza e um promotor, que são responsáveis pela investigação. A comissão parlamentar encaminhou à justiça suas conclusões.
Caso aconteceu em fevereiro
Javier Milei fez uma publicação em suas redes sociais para a promoção de uma criptomoeda recém lançada, a $LIBRA, como um projeto para financiar pequenas empresas e fazer o valor da criptomoeda disparar, segundo o G1.
Após a publicação de Milei, a criptomoeda apresentou um crescimento exponencial, de décimos a um pico de US$ 4.978 (cerca de R$ 28.512 na cotação da época). Os detentores da $LIBRA venderam a criptomoeda com lucro de milhões, e o valor do ativo despencou em sequência.
Horas depois, Milei decidiu não promover mais a ação após o colapso da criptomoeda. Na madrugada do dia seguinte, ele publicou no X: “Eu não estava ciente dos detalhes do projeto e, depois que tomei conhecimento, decidi não continuar difundindo-o”. Na sequência, ele excluiu o post em que incentivava o projeto, apelidado de “Viva La Libertad Project”.

