Jorge Messias, advogado formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com ampla experiência no serviço público federal, foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga deixada por Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Porém, antes de assumir oficialmente, ele precisará passar por análises técnicas, sabatina e votação no Senado, seguindo os procedimentos previstos na Constituição.
Crescimento durante o governo Dilma
Segundo a CNN Brasil, a projeção de Messias cresceu durante a gestão da presidente Dilma Rousseff. Em 2015, ele assumiu a subchefia para assuntos jurídicos da Casa Civil, função estratégica que o colocou em contato direto com o núcleo político do Executivo.
Papel na transição do governo Lula
Com o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, Jorge Messias assumiu responsabilidades ainda maiores. No final de 2022, coordenou a equipe jurídica do governo de transição, atuando na articulação entre o Executivo e diferentes órgãos jurídicos.
Em 2023, Messias assumiu a liderança da Advocacia-Geral da União (AGU), órgão responsável por defender os interesses do governo perante o Judiciário. Nessa função, ele coordenou ações jurídicas complexas e ganhou reconhecimento por sua competência técnica e capacidade de gestão. Sua atuação reforçou a percepção de que estava pronto para assumir cargos de maior relevância no cenário nacional.
Fatores que influenciaram a indicação ao STF
A escolha de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal considerou sua experiência técnica, a confiança pessoal do presidente Lula e a relação positiva que mantém com ministros do próprio STF.
Jorge Messias agora se prepara para a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa obrigatória antes da nomeação definitiva. Caso seja aprovado, ele fará a transição de defensor do Executivo para guardião da Constituição, assumindo um dos cargos mais importantes do Judiciário brasileiro.

