A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no último sábado (22), desencadeou uma nova movimentação de aliados para acelerar a votação da chamada “anistia”. No entanto, em meio ao ambiente conflagrado, o Ministério da Fazenda tenta blindar a agenda econômica e evitar que a crise respingue diretamente nas votações essenciais para o equilíbrio fiscal de 2025 e 2026.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, afirmou que a orientação dentro da pasta é manter o planejamento e a articulação política mesmo diante do tumulto provocado pelos desdobramentos da prisão.
“Vamos trabalhar para que isto não aconteça”, disse Durigan à reportagem, ao ser questionado se a crise poderia comprometer as pautas econômicas no Congresso.
Como fica a meta fiscal?
Durigan ressaltou que o governo construiu, ao longo de 2024 e 2025, uma relação de diálogo constante com deputados e senadores – ponte essa que, segundo ele, deve ser mantida para garantir a aprovação de medidas que somam R$ 30 bilhões em arrecadação adicional, fundamentais para o cumprimento das metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Entre os projetos pendentes estão os R$ 10 bilhões com a revisão da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) de instituições financeiras e R$ 20 bilhões com a revisão de benefícios fiscais.
Durigan reforçou que essas propostas foram discutidas com líderes partidários e apresentadas no debate sobre o decreto do IOF.
Sem elas, o governo enfrenta dificuldades para atingir o déficit zero em 2025 e o superávit de 0,25% do PIB em 2026, ano eleitoral.

