Nesta terça-feira (28), a Receita Federal informou que a arrecadação do governo federal somou um total de R$ 229,249 bilhões no mês de março de 2026. Em relação ao mesmo período no ano passado, a alta foi de 4,99%.
Criada em 1995, a série histórica da Receita Federal marcou o melhor resultado para meses de março desde seu início. Isso se deve ao bom desempenho das importações, junto ao impulso da atividade econômica flexível e a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). As informações são do IstoÉ Dinheiro.
Crescimento marca recorde
Durante o mês de março, a coleta de tributos por parte da União, que são recursos administrados diretamente pela Receita, tiveram um crescimento de pouco menos de 6% em termos reais em comparação ao mesmo período no último ano, que estava a R$ 223,531 bilhões. No primeiro trimestre de 2026, a arrecadação cresceu um total de 4,58% acima da inflação, comparado ao recorde de 2025 que, durante o mesmo período, estava a R$777,117 bilhões.
No mês passado, o desempenho da receita administrada por outros órgãos estava a R$ 5,718 bilhões, mostrando uma queda de pouco mais de 13%. Esse aumento recente serviu para compensar esse desempenho, cujo peso de royalties de petróleo é relevante.
Reforma do Imposto de Renda
Outros dados do mês de março que foram possíveis notar são os efeitos iniciais da reforma do IR, pela qual entrou em vigor ainda este ano. No total, foram arrecadados R$ 308 milhões com a nova retenção para o recebimento mensal dos dividendos acima de R$ 50 mil, com a alíquota de 10%, segundo Marcelo Gomide, coordenador de Previsão e Análise da Receita.
Ainda de acordo com Marcelo, a retenção na fonte de IR em relação aos rendimentos do trabalho registrou R$ 1,250 bilhão, uma queda de mais de 5% no mês. De janeiro a março, a queda na arrecadação foi de -0,59%, um total de R$ 402 milhões.
Ganhos com o IOF
Com as alíquotas que foram elevadas pelo governo em 2025, o IOF teve um papel importante no aumento registrado no mês de março. Os ganhos com o imposto registraram uma alta que passa dos 50%, com um valor equivalente a R$ 2,785 bilhões.
Além desses dados, a Receita Federal apontou o aumento de mais três frentes no mês calculado. Veja abaixo:
- Receita de Pis/Cofins: alta de 4,35% no mês, muito por conta da extinção, no ano passado, do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos). Dessa forma, as empresas acabaram colaborando mais ativamente com suas atividades;
- Fisco: resultado de uma diminuição da folha de setores da economia, promovida pelo governo, e de um aumento nos salários do país, o fisco obteve um aumento de 4,95% na arrecadação das contribuições previdenciárias;
- Imposto de Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): desempenho destacado pela Receita, registrou um aumento de 30,7%, consequência positiva das alíquotas médias e do aumento de demanda das importações.
Recordes expressivos em 2026
De acordo com o UOL, o primeiro trimestre de 2026 é marcado por valores recordes em todos os meses. Em janeiro, a arrecadação total foi de R$ 325,75 bilhões, seguido por fevereiro com R$ 222,12 bilhões e março com R$ 229,25 bilhões.

