A operação Poço de Lobato, deflagrada nesta quinta-feira (27), deu ao governador Tarcísio de Freitas um palco ideal para reforçar sua imagem de gestor fiscal rígido, uma das marcas de sua administração. O esquema de fraude fiscal no setor de combustíveis, segundo o governo, provocou um rombo de R$ 9,6 bilhões aos cofres paulistas.
Tarcísio tratou de converter o número em impacto concreto para o eleitor: “Essas pessoas fraudam R$ 350 milhões por mês. É como se tirássemos um hospital de médio porte do cidadão por mês. Ou impedíssemos a construção de 20 escolas”, afirmou.
Coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA/SP) e apoiada por órgãos estaduais e federais, a ação mira mais de 190 alvos suspeitos de integrar um esquema profissionalizado de sonegação e lavagem de dinheiro. O governo paulista destaca a sofisticação da rede e a necessidade de articulação entre diferentes órgãos para romper o ciclo de fraude.
Ao se colocar no centro da operação, Tarcísio aproveita para mostrar articulação institucional e capital político. A ofensiva lhe permite associar diretamente o rombo bilionário à perda de serviços públicos essenciais, reforçando a narrativa de que recuperar recursos é condição para ampliar investimentos e entregar resultados.

