Nesta sexta-feira (12), o jornal da CBN entrevistou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sobre os problemas que a população tem enfrentado com a Enel, companhia de eletricidade do Estado.
Nunes culpou a falta de agilidade na religação das luzes nas residências e a falta de trabalhadores na Enel. O prefeito também enfatizou que o governo deve interferir na companhia, mesmo a estatal sendo privatizada.
Segundo o jornal, ele disse: “O que nós estamos fazendo é essa pressão por uma empresa que infelizmente não tem tido condições de atender as demandas da cidade. A gente sabe que cada vez que tiver um vento, uma chuva, nós vamos passar por isso. Então, a gente precisa deixar claro que essa empresa não tem como continuar em São Paulo”.
Nunes, disse que a Enel deu uma informação falsa ao dizer que mais de mil pessoas da equipe estão tentando resolver o problema na capital paulista.
Além da religação da eletricidade, há mais de 40 árvores que caíram devido ao vendaval que São Paulo sofreu nos últimos dias. O serviço de remoção também é por conta da Enel.
O prefeito denunciou a Enel e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a Procuradoria Geral.
O que diz Tarcísio?
Ainda segundo a CBN, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enviou um ofício à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) relatando os apagões provocados pelos ventos fortes nesses últimos dias.
Além disso, o governador disse que atualmente o Estado é refém do contrato federal da concessionária e criticou a lentidão na restauração do fornecimento.
Ele também disse que o Estado tem alertado a Aneel e o Ministério de Minas e Energia sobre a vulnerabilidade do sistema. E relembrou declarações do ministro Alexandre Silveira, que disse em setembro deste ano que o governador e o prefeito estavam exagerando ao cobrar melhorias da Enel.
Cobrança de propina
Na última quinta-feira (11), o BnewsSP publicou um vídeo em que agentes da Enel aparecem cobrando propina de até R$1.000 para religar a luz e fazer reparos em um prédio na região de Diadema, no Grande ABC em São Paulo.
Os funcionários ficaram nervosos quando viram que estavam sendo gravados. Sem o pagamento, os funcionários foram embora e não realizaram nenhum ato no local.

