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Política

Lula convida Gustavo Feliciano para comandar o Ministério do Turismo após saída de Celso Sabino

Mudança no comando da pasta ocorre após articulação partidária e sinaliza novo arranjo entre o Planalto e aliados

Lula convida Gustavo Feliciano para comandar o Ministério do Turismo após saída de Celso Sabino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu mudar o comando do Ministério do Turismo e convidou o deputado Gustavo Feliciano para assumir a pasta. O parlamentar, indicado pelo União Brasil, aceitou o convite. A troca ocorre após a saída de Celso Sabino do cargo, anunciada internamente pelo governo.

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A decisão foi tomada no Palácio do Planalto, onde Lula se reuniu com lideranças do União Brasil para tratar da substituição. A expectativa é que a posse aconteça nos próximos dias, embora a nomeação ainda não tenha sido publicada oficialmente.

Reunião no Planalto e indicação partidária

O encontro que formalizou o convite reuniu o presidente, o líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas, Gustavo Feliciano, o deputado Damião Feliciano e o ex-ministro Juscelino Filho. A conversa durou cerca de meia hora e serviu para alinhar os termos da transição no ministério.

A escolha de Feliciano foi apresentada como um consenso dentro do partido e contou com o aval da direção nacional da sigla. Segundo o G1, o nome foi respaldado pelo presidente do União Brasil, Antônio Rueda, mesmo após o partido anunciar o afastamento formal do governo.

A nomeação também foi interpretada por aliados como um gesto do Palácio do Planalto a setores específicos da base política, já que Feliciano atua como um dos coordenadores das bancadas evangélica e negra na Câmara dos Deputados.

Repercussão política da mudança

A indicação foi comemorada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que destacou a origem paraibana do novo ministro. “O cargo está com o ministro de Estado certo. Quem vem da Paraíba sabe receber, sabe cuidar e sabe mostrar o melhor do Brasil ao mundo”, disse.

A saída de Celso Sabino foi comunicada após uma reunião ministerial já encerrada. O agora ex-ministro havia sido expulso do União Brasil depois de contrariar uma resolução interna que determinava o afastamento de filiados de cargos no Governo Federal.

Mesmo com a orientação partidária, Sabino optou por permanecer no comando do Turismo, o que levou à abertura de um processo disciplinar e, posteriormente, à expulsão. Auxiliares do presidente afirmam que, após essa decisão, o partido solicitou ao governo a retomada do espaço no ministério.

Contexto do afastamento do União Brasil

Em setembro, o União Brasil aprovou uma norma que exigia a saída de seus filiados de funções no governo Lula. O texto previa punições, incluindo expulsão, para quem descumprisse a determinação.

Apesar do anúncio do chamado desembarque, a legenda manteve influência em áreas estratégicas do governo. Ministros ligados ao partido, mas sem filiação formal, continuaram em seus cargos, o que preservou canais de diálogo entre a sigla e o Planalto.

Celso Sabino, por sua vez, deve direcionar seus esforços para a disputa eleitoral do próximo ano, com planos de concorrer ao Senado.

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