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Política

Lula espera votação de Jorge Messias após o recesso do Senado e comenta sobre Pacheco

O presidente reafirmou sua indicação do atual advogado-geral da União e disse que incentiva o senador a concorrer pelo governo de Minas Gerais

Lula espera votação de Jorge Messias após o recesso do Senado e comenta sobre Pacheco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera que o Senado analise e vote a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o STF logo após a volta do recesso parlamentar, em fevereiro de 2026. As informações são da Agência Brasil.

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Na última quinta-feira (18), Lula declarou em entrevista coletiva no Palácio do Planalto que aguarda a sabatina para a vaga aberta ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no ano que vem. Vale lembrar que a sabatina de Messias estava marcada para o início de dezembro, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cancelou a votação por não ter recebido a Mensagem Presidencial que formaliza a indicação.

“Vou encaminhar a papelada toda do [Jorge] Messias. Eu sei que não será mais votado este ano, a gente vai ter que esperar a volta do Congresso Nacional. O Poder Judiciário vai entrar de férias, o Congresso vai entrar de férias, só quem não vai entrar de férias sou eu. Então, eu vou fazer com que, quando voltar do recesso, o nome do Messias esteja lá e eu espero que haja a votação”, afirmou o presidente.

Lula quer Pacheco no governo estadual de MG

A indicação de Messias abalou as relações entre Senador e Executivo, visto que boa parte dos senadores apoiava a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao cargo do STF. No entanto, Lula comentou ontem que, apesar de ser uma possibilidade legítima, ele tinha planos de incentivar uma campanha de Pacheco ao governo de Minas Gerais.

Além disso, revelou que a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso não estava prevista e causou “confusão”.

“Não estava previsto, mas aconteceu um imprevisto. O Barroso pediu as contas do tribunal, se aposentou. Então, o companheiro Pacheco mudou de posição [sobre ser candidato a governador], e o companheiro Alcolumbre queria indicar, era um direito dele também, mas era um direito dele que propôs para mim. Ora, houve essa confusão, [mas] eu continuo com o nome do Messias”, disse o presidente.

O presidente também afirmou que não possui problemas com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, ainda de acordo com a Agência Brasil.

“Não tem nada pessoal entre eu e o companheiro Alcolumbre. Eu sou amigo do Alcolumbre, gosto pessoalmente dele, ele tem nos ajudado de forma extraordinária a aprovar grande parte das coisas que a gente quer aprovar. É com ele que, muitas vezes, o [Fernando] Haddad [ministro da Fazenda] conversa, é com ele que muitas vezes a Gleisi [Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais] conversa. Então, não existe nada, não tem nenhuma crise entre eu e o Alcolumbre, entre eu e o Hugo Motta [presidente da Câmara dos Deputados]”, afirmou.

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