Com a chegada das festas de fim de ano, muitos investidores têm dúvidas sobre o funcionamento da bolsa de valores. Em 2025, a B3, responsável pelo mercado de ações no Brasil, interrompe as negociações durante os feriados de Natal e Ano Novo, seguindo o calendário oficial do mercado financeiro.
Não haverá pregão nos dias 24 e 25 de dezembro. As operações retornam normalmente na próxima sexta-feira (26). O mesmo ocorre na virada do ano: as negociações ficam suspensas em 31 de dezembro e 01 de janeiro, com retomada no dia 2 de janeiro. As informações são do B3.
O que volta a funcionar nos dias úteis?
Nos dias de reabertura, a bolsa retoma integralmente suas atividades, incluindo:
- compra e venda de ações;
- negociação de títulos de renda fixa privada;
- ETFs e derivativos listados;
- empréstimo de ativos;
- compensação e liquidação de operações;
- movimentação de garantias;
- Tesouro Direto e mercado de balcão.
Os horários de negociação permanecem os mesmos, sem mudanças por causa dos feriados.
Entenda o papel da Bolsa do Brasil
De acordo com o portal do Governo Federal, a negociação de ações em bolsas de valores é uma prática antiga no mundo, com origem no século XVI, na Holanda. No Brasil, as primeiras bolsas surgiram ainda no século XIX, no Rio de Janeiro e em Salvador.
Em São Paulo, a consolidação do mercado ocorreu ao longo do século XX, culminando na antiga Bovespa.
O mercado de capitais brasileiro ganhou força a partir das reformas econômicas iniciadas nos anos 1960, com a criação de leis que estruturaram o sistema financeiro, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional.
Essas mudanças permitiram o crescimento das bolsas e o fortalecimento da negociação de ações, títulos e outros ativos financeiros.
A atual B3 nasceu em 2017, a partir da fusão entre a BM&FBovespa e a Cetip. Hoje, ela é uma das maiores bolsas do mundo e reúne, em um único ambiente, operações com ações, derivativos, renda fixa, câmbio, títulos públicos e registro de financiamentos.
O que os feriados mudam para o investidor?
Durante os dias sem pregão:
- não é possível comprar ou vender ações e outros ativos;
- ordens não são executadas;
- preços ficam “congelados” até a reabertura do mercado.
Na prática, isso significa que decisões de investimento precisam ser planejadas com antecedência. Movimentos internacionais ou notícias econômicas relevantes só serão refletidos nos preços quando a bolsa voltar a operar.

