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Justiça

Caso Master: PF conclui depoimentos e acareação de Vorcaro, presidente do BRB e diretor do BC

A tomada dos depoimentos foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, em 15 de dezembro

BC liquida banco ligado ao Master

A Polícia Federal terminou, na noite desta terça-feira (30), de tomar os depoimentos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central. Também foi feita a acareação entre Vorcaro e Costa; Aquino foi dispensado porque as informações que forneceu foram consideradas satisfatórias.

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A tomada dos depoimentos foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, em 15 de dezembro. Ele deu prazo de 30 dias para a PF ouvir o trio. Toffoli também determinou à PF uma acareação entre Vorcaro, Aquino e Costa para constatar eventuais incongruências na liquidação do Master, determinada pelo BC em 18 de novembro, data em que Vorcaro foi preso.

O dono do Master foi solto em 29 de novembro por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ele foi detido porque a PF suspeitou que ele fugiria para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos (SP), quando estava prestes a embarcar num jatinho rumo à Malta, onde o avião faria escala para abastecer.

O Estadão noticia que há contradições nos depoimentos de Vorcaro e Costa, mas não diz quais. Ainda de acordo com jornal, a delegada da PF responsável por colher os depoimentos do trio se desentendeu com o juiz auxiliar designado por Toffoli para acompanhar a audiência.

A delegada Janaína Palazzo queria começar os trabalhos com a acareação que havia sido determinada por Toffoli, porque, apesar de o ministro ter deixado a decisão a cabo da policial após ter sido muito criticado por sua ordem, ele não formalizou a mudança de posição.

Depois, ela não quis assumir para si a lista de perguntas enviadas por Toffoli. No fim, as questões foram feitas em nome do ministro do STF, que foi acionado nos dois momentos relatados.

O Brasilianista já mostrou que o Banco Master é investigado por suspeita de vender títulos podres, inclusive ao BRB, e camuflar um rombo de R$ 12 bilhões com manobras contábeis.