“Ano novo, vida nova” é uma frase muito comum após a virada de ano, em que muitas pessoas reconsideram suas metas e projetos, em uma fase mais otimista, no geral. E há quem diga que a Bolsa de Valores acompanha essa superstição por meio doJanuary Effect (efeito janeiro, na tradução do inglês).
Após o período de rali do final do ano, em que o mercado em geral fica mais otimista, o início do mês de janeiro marca um impulso histórico nas ações das empresas, especialmente as de menor porte. As informações são da Exame.
O que motiva o January Effect?
Ainda segundo a Exame, esse fenômeno do mercado financeiro está ligado a uma série de fatores. O principal deles é a dinâmica de compra e venda no final do ano, que se prolonga no primeiro mês do ano.
Nesse período, muitos investidores vendem ativos com prejuízos para evitar a carga tributária (tax-loss selling). Com uma maior oferta, os preços caem.
Após essa fase de grandes vendas, naturalmente, as negociações da Bolsa se estabilizam, o que faz os preços das ações subirem. Entretanto, estudos recentes como análises do índice S&P 500, indicam que nem sempre o desempenho de janeiro é superior aos demais.
Por que empresas de pequeno porte são mais beneficiadas?
A resposta é simples, envolvendo o conceito de oferta e demanda. Empresas de pequeno porte possuem menores volumes de ações em negociação na bolsa.
Dessa forma, qualquer sinal de prejuízo nos ativos vai gerar uma venda generalizada e, ainda que seja de um volume pequeno de títulos, pode mexer muito com a volatilidade deles.
Quando chega janeiro, o reajuste natural se torna estrondoso, alcançando máximas recordes, justamente pela proporção de ações disponíveis.

