As empresas listadas na B3 registraram uma perda de R$ 731 bilhões em valor de mercado ao longo do segundo trimestre de 2026. A forte retração ocorrida entre março e junho praticamente anulou toda a valorização acumulada nos primeiros meses do ano, deixando a bolsa brasileira em estabilidade no fechamento do semestre.
O recuo drástico foi mapeado pela consultoria Elos Ayta, em levantamento realizado com 302 companhias abertas. Segundo o estudo, a capitalização agregada do mercado acionário recuou para R$ 4,717 trilhões em junho, marca muito próxima dos R$ 4,709 trilhões registrados em dezembro de 2025.
O tombo do segundo trimestre contrasta com o forte fôlego visto no início de 2026. No primeiro bimestre, a recuperação do mercado de capitais havia elevado o valor comercial das companhias em R$ 739 bilhões, atingindo o pico histórico de R$ 5,447 trilhões em fevereiro — ganhos que foram quase integralmente devolvidos nos meses seguintes.
Efeito pontual
O balanço semestral da consultoria destacou a incorporação da Bradesco Saúde por sua controladora devido ao impacto na soma geral do levantamento.
Sem a incorporação, detalha a Elos Ayta num segundo índice composto por 301 companhias, o valor de mercado das empresas recuou de R$ 4,703 trilhões (dezembro de 2025) para R$ 4,679 trilhões (junho de 2026).
As “Sete Inesquecíveis” do mercado brasileiro (BofA):
- Petrobras (PETR4)
- Vale (VALE3)
- JBS (JBSS3)
- Banco do Brasil (BBAS3)
- Ambev (ABEV3)
- Bradesco (BBDC4)
- Gerdau (GGBR4)

