Relatório do Mercado Bitcoin (MB) indica que 2026 pode registrar avanço nas criptomoedas alternativas, além de aumento no volume de ativos tokenizados. O documento “Tendências 2026: 6 teses do mercado cripto para você organizar seus investimentos” apresenta o caminho para orientar agentes do mercado desde o início do ano.
Em matéria do Money Times, o vice-presidente de Negócios Cripto do MB, Fabrício Tota, afirma que o cenário tem se mostrado mais maduro, o que pode resultar em um sistema financeiro global mais eficiente. “Vemos uma adoção institucional mais madura, tecnologias que destravam novos fluxos de capital e produtos que conectam o mercado cripto de forma mais direta ao sistema financeiro tradicional. O resultado é um ecossistema maior, mais eficiente e com impacto cada vez mais mensurável no sistema financeiro global”, disse.
1- Crescimento do bitcoin sobre o ouro
A primeira tendência analisada pela instituição aponta que o bitcoin (BTC) pode alcançar participação de 14%. O movimento será impulsionado pela maior facilidade de reserva de valor, em contraste com a dificuldade do ouro. Enquanto o metal necessita de transporte e uma série de outros processos logísticos, o bitcoin é nativo digital e permite acesso rápido.
2- Mercado de stablecoins
Segundo o relatório, apesar da queda no mercado das cripto, as stablecoins têm mantido um crescimento consistente desde 2023. Chamadas de “moedas estáveis”, as stablecoins são conhecidas por conectar o dinheiro tradicional ao universo cripto, podendo ser utilizadas como forma de pagamento, além de permitir ser utilizada como transferência de recursos em segundos entre pessoas e empresas em diversos países.
Neste ano, o crescimento da moeda pode chegar a US$ 500 bilhões em capitalização, com um crescimento de 60% em relação ao nível atual. O contexto é promissor pelo avanço regulatório em outras jurisdições e aprovação do Genius Act nos Estados Unidos, o que poderá trazer mais aplicações e uma maior integração ao sistema financeiro global, afirma o estudo.
3- Aumento dos ETFs de altcoins
Após aprovação do ar ETFs de criptoativos além de bitcoin e ethereum (ETH) pelos Estados Unidos, os ETFs de XRP, LINK, LTC, DOGE, SOL e outros passaram a chegar ao mercado. Os resultados atuais apontam que os fundos de XRP já somam cerca de US$ 1 bilhão sob gestão, já o Solana tem movimentado aproximadamente US$ 600 milhões.
As expectativas para este ano indicam que o mercado pode atingir US$ 10 bilhões até o fim de 2027 impulsionado principalmente por XRP e Solana. A projeção é de que essas criptomoedas concentrem cerca de 80% das entradas, o que reflete o maior interesse dos investidores por alternativas ao bitcoin e ao ethereum.
4- Crescimento de ativos tokenizados
Os ativos tokenizados chamam a atenção pela possibilidade de facilidade de negociação. O modelo atual mais conhecido é o utilizado em setores como imóveis, crédito corporativo, títulos públicos, que permite liquidação rápida a partir de tokens negociáveis totalmente rastreáveis.
Segundo o Money Times, a tokenização ganhou força no ano passado na União Europeia, que passou a autorizar que bancos operassem volumes maiores em redes permissionadas.
5 – Mercados preditivos
Na linha de novidades, os mercados preditivos demonstram avanço por permitirem a negociação de probabilidades de eventos futuros como eleições, resultados esportivos ou indicadores econômicos, abrindo espaço para que as pessoas entrem em consenso coletivo sobre o que tem maior chance de acontecer.
Segundo as estimativas, o capital do setor deve chegar a pelo menos US$ 20 bilhões até o fim de 2026, aumento de 25 vezes em relação a 2025. A projeção considera o valor travado em plataformas on-chain e posições em aberto em mercados regulados.
6 – Volume negociado por agentes de IA vai quadruplicar
A combinação entre a inteligência artificial e blockchains vem ganhando força e deve se tornar cada vez mais comum nos próximos anos. A tecnologia surgiu como uma alternativa por permitir que agentes atuem com identidade própria, assim como histórico de operações registrados. Além disso, permite pagamentos automáticos de pequenos valores.
O volume transacionado deve ultrapassar US$ 1 milhão até o final de 2026, nível quatro vezes maior do que o atual.

