O dólar iniciou a sexta-feira (02), primeira sessão de negociações de 2026, em trajetória de baixa no Brasil. O movimento ocorre em um dia marcado por pouca atividade nos mercados, cenário comum após o feriado de Ano Novo.
A liquidez reduzida, termo usado para indicar menor volume de compra e venda de ativos, tende a limitar oscilações mais fortes da moeda. Nesse contexto, variações no preço do dólar costumam refletir ajustes técnicos e o comportamento do mercado internacional. As informações são do portal InfoMoney.
Cotação do dólar hoje
Por volta das 9h58, o dólar à vista, utilizado como referência para comércio exterior e transações financeiras, recuava 0,97% e era negociado a R$ 5,436.
Dólar futuro
Na Bolsa de valores brasileira (B3), o contrato de dólar futuro com vencimento em fevereiro apresentava queda de 0,55%, cotado a R$ 5,5490. O dólar futuro é um contrato em que investidores definem hoje o preço da moeda para uma data futura.
Dólar comercial
Usada por bancos, empresas importadoras e exportadoras e serve como base para diversas operações financeiras.
- Compra: R$ 5,436
- Venda: R$ 5,436
O que influencia o dólar no Brasil?
Segundo análises do G1, o comportamento do dólar no país é impactado por uma combinação de fatores econômicos e financeiros:
- Juros: taxas elevadas tornam investimentos em renda fixa mais atrativos, o que pode trazer dólares ao país. Já a expectativa de queda dos juros tende a reduzir esse fluxo;
- Situação fiscal: déficits altos e crescimento da dívida pública aumentam a percepção de risco, pressionando o câmbio;
- Atividade econômica: mercado de trabalho aquecido e consumo forte sustentam a economia, mas podem dificultar o controle da inflação;
- Commodities: o Brasil é grande exportador de produtos como minério de ferro e petróleo. Quando esses preços sobem, entram mais dólares no país, fortalecendo o real.
Em 2025, o dólar acumulou desvalorização superior a 10%, o pior desempenho anual em quase uma década, movimento influenciado tanto pelo cenário externo quanto por fatores domésticos.
Cenário internacional
No exterior, o dólar também reage às expectativas sobre os juros dos Estados Unidos. Segundo a CNN Brasil, investidores acompanham os próximos passos do Federal Reserve, o banco central americano.
Após três anos consecutivos de fortes ganhos, as bolsas de Wall Street iniciam 2026 com projeções positivas, embora mais moderadas.
O índice S&P 500 encerrou 2025 em patamar recorde, impulsionado por empresas de tecnologia e inteligência artificial, mas analistas alertam que oscilações ao longo do ano são esperadas.
A expectativa de novos cortes de juros pelo Fed tende a enfraquecer o dólar globalmente, favorecendo moedas de países emergentes. Por outro lado, tensões geopolíticas, disputas comerciais e dúvidas sobre a condução da política econômica dos EUA seguem no radar.

