Em 2025, a Bolsa de Valores do Brasil (B3) apresentou resultados diversificados em relação às empresas que tiveram maiores ou piores desempenhos durante o período. O maior crescimento foi no setor de material rodoviário, já o segmento de serviços médico-hospitalares apareceu como um dos que tiveram os piores resultados.
O levantamento da consultoria Elos Ayta utilizou como base a variação percentual dos papéis e a participação em índices como Ibovespa, o Small Caps e IDIV para entender o ambiente acionário.
A Recrusul (RCSL4), que faz parte do setor de material rodoviário, foi a ação que teve maior alta durante o ano.O ativo apresentou valorização de 533,02%, mesmo não tendo participação tão ativa nos principais índices da bolsa.
Educação em destaque
A Cogna (COGN3), do segmento de serviços, aparece logo depois com crescimento de 238,26%. O título apareceu no Ibovespa com participação de 0,26%, bem como no índice Small Caps, com interação de 1,9%. Os resultados podem ter impulsionado a chegada de investidores institucionais durante o período.
A educação apresentou outros resultados positivos, com altas na Ser Educacional (SEER3), que subiu 124%, e na Ânima (ANIM3), com crescimento de 113,08%.
Mobilidade e consumo
As empresas de mobilidade e consumo também estão no ranking entre as que tiveram as maiores altas. Em 2025, a Movida (MOVI3) teve valorização de 199,13%, com o aluguel de carros, já a empresa do setor de calçados, Alpargatas, apresentou alta de 122,50%.
Além disso, Moura Dubeux (MDNE3), Ecorodovias (ECOR3), Lavvi (LAVV3), JHSF (JHSF3), Cury (CURY3), Tenda (TEND3) e Direcional (DIRR3), todas do segmento de incorporações, tiveram bom desempenho.
A infraestrutura não ficou de fora dos resultados positivos, segundo a IstoÉ Dinheiro. Os dados apontam que a Copasa (CSMG3), do setor de água e saneamento, subiu 126,86%. Enquanto isso, a Axia Energia (AXIA3), do setor de energia elétrica, subiu 105,26% e resultou em peso de 3,87% no Ibovespa.
Ações com quedas
Apesar de muitas ações terem terminado o ano com um número grande de valorizações, algumas empresas andaram para o lado oposto, com quedas. O levantamento da Elos Ayta revela que os setores de incorporações, refino, petroquímica e consumo foram os que tiveram os piores resultados de 2025.
A empresa que ficou em primeiro lugar com mais perdas foi a Gafisa (GFSA3), com queda de 77,33%. As perdas também foram altas para a Recrusul (RCSL3), que recuou 63,44%.
No setor de agricultura e energia, a Raízen (RAIZ4) desvalorizou 62,50%. Na área de serviços médico-hospitalares, a Hapvida (HAPV3) teve queda de 55,96%. Além disso, a Tupy (TUPY3) e a Randon Part (RAPT4), do setor de material rodoviário, tiveram queda de 45,40% e 42,63%, respectivamente.
A Natura (NATU3) terminou o ano com queda de 41,61%, já o Jalles Machado (JALL3) e a São Martinho (SMTO3), do setor de sucroenergético, recuaram 40,30% e 33,35%. A Petrobras (RECV3) também aparece na lista das maiores desvalorizações, com variações negativas que ficaram entre 25,73% e 34,80%.
Segundo o levantamento da Elos Ayta, o ano de 2025 demonstrou dispersão de resultados entre setores e empresas, com ações de menor capitalização concentrando algumas das maiores altas, enquanto companhias com maior peso nos índices apresentaram ajustes no valor.

