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Economia

Ataque entre EUA e Venezuela pode subir o preço do petróleo?

O país sul-americano produz entre 800 mil e 900 mil barris do combustível por dia

Ataque entre EUA e Venezuela pode subir o preço do petróleo?

O ataque armado dos Estados Unidos na Venezuela no último sábado (03) que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas, não trouxe fortes impactos para o preço do petróleo.

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Especialistas entrevistados pela CNN explicaram que apesar da Venezuela ter a maior reserva petrolífera do mundo, a capacidade de produção é substancialmente menor do que a de outros grandes produtores, como no Oriente Médio.

Para fins de comparação, ainda segundo a CNN, o país sul-americano produz entre 800 mil e 900 mil barris de petróleo por dia, enquanto a Arábia Saudita consegue cerca de 9 milhões de barris por dia.

O que pode impactar na produção e eventual preço do combustível fóssil, no entanto, é a relação da estatal petrolífera venezuelana, a PDVSA, com os EUA. Após o ataque, o governo Donald Trump pode tentar utilizar a expertise de petrolíferas americanas para ampliar a produção na Venezuela.

No mercado financeiro, a cotação do petróleo não deve mudar tanto no momento, visto a baixa relevância das produções para o comércio global. Porém, o cenário do ataque muda a expectativa de que o petróleo venezuelano pode começar a ser controlado pelos americanos.

O governo americano afirma que Maduro lidera o Cartel de los Soles, que atua no tráfico de drogas para os EUA, indicando ainda que essas organizações seriam terroristas. A primeira audiência acontece nesta segunda em um tribunal de Nova York, diante do juiz Alvin K. Hellerstein.

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