Todas as bolsas de valores ao redor do mundo fecharam a sessão da última segunda-feira (05) em alta, com uma nova perspectiva sobre os conflitos entre Estados Unidos e Venezuela. Segundo especialistas ouvidos pelo Jornal Nacional, o mercado busca segurança em prata e ouro.
Apesar de ser o país com maior reserva de petróleo do mundo, a Venezuela não é uma forte produtora do combustível fóssil, o que quase não gerou impactos no preço do barril na primeira sessão após o ataque em Caracas e a captura de Nicolás Maduro. Dessa forma, a commodity não está totalmente ameaçada.
Porém, com desvalorização do dólar frente a outras moedas e as incertezas de um potencial controle americano das petrolíferas venezuelanas, outros países buscam aumentar seu estoque de ouro e prata.
Isso porque os metais trazem maior estabilidade e proteção às economias, que não precisam esgotar suas reservas de dólar e moedas globais para lidar com possíveis sanções ou imprevistos.
Esse movimento, ainda segundo os especialistas, é observado desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, assumiu o comando da Casa Branca e começou a taxar o comércio internacional. O dólar desvalorizou 12,5% em relação ao real nos últimos 12 meses, enquanto o ouro subiu cerca de 68%.

