Os novos contratos de aluguel residencial ficaram, em média, 9,44% mais caros em 2025. O percentual indica desaceleração em relação a 2024, quando a variação foi de 13,50%, mas ainda assim ficou bem acima da inflação oficial do país.
No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado pelo governo federal como referência para a inflação, registrou avanço de 4,26%. Com isso, o reajuste real dos aluguéis, já descontado o aumento geral de preços, permaneceu positivo. As informações são do G1.
Por que os aluguéis continuam subindo?
De acordo com o G1, a economista Paula Reis, que atua no Grupo OLX, avalia que o comportamento dos preços está ligado ao desempenho da economia brasileira.
Segundo ela, as perdas acumuladas durante a pandemia já foram absorvidas e, desde então, a renda do trabalho vem sustentando novos reajustes.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, levantamento oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre emprego e renda, registrou taxa de desemprego de 5,2% no trimestre encerrado em novembro, o menor nível da série histórica iniciada em 2012.
Expectativa para 2026
A tendência é de continuidade dos aumentos no início de 2026, porém em ritmo mais moderado. Entre os fatores citados estão o reajuste do salário mínimo acima da inflação e as mudanças previstas no Imposto de Renda, que ampliam a faixa de isenção e reduzem descontos para parte dos trabalhadores formais.
O Índice FipeZAP, utilizado como base do levantamento, acompanha anúncios de aluguel de apartamentos prontos em 36 cidades do país.
Apenas Campo Grande (MS) e São José (SC) registraram queda nos preços médios em 2025.
10 cidades com aluguel mais caro no Brasil (R$/m²)
- Barueri – R$ 70,35
- Belém – R$ 63,69
- São Paulo – R$ 62,56
- Recife – R$ 60,89
- Florianópolis – R$ 59,77
- Santos – R$ 57,95
- São Luís – R$ 57,69
- Rio de Janeiro – R$ 54,96
- Maceió – R$ 54,86
- Vitória (ES) – R$ 52,10
Quanto custa morar de aluguel hoje?
O valor médio do aluguel nas 36 cidades analisadas chegou a R$ 50,98 por metro quadrado em dezembro. Um apartamento de 50 metros quadrados passou a custar, em média, R$ 2.549 por mês, valor superior ao observado no ano anterior.
Como apurado pelo O Brasilianista, a alta nos preços ocorre paralelamente à tramitação de uma proposta no Congresso Nacional que altera a forma de pagamento do aluguel.
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que permite o desconto do valor da locação diretamente do salário de trabalhadores com carteira assinada e de servidores públicos.
O texto estabelece que o desconto não poderá ultrapassar 30% da remuneração e prevê regras específicas em casos de demissão e rescisão contratual. A proposta segue agora para análise do Senado Federal.

