Uma das estratégias do governo federal é avançar em ações que promovam cooperação entre países da América do Sul, ricos em minerais críticos essenciais para a tecnologia moderna. Um dos objetivos é promover a gestão das terras raras sem depender das grandes potências do mundo.
Entre as ações previstas, o governo estuda a aplicação de políticas públicas, além de alcançar investimentos para a logística que envolve os minerais, especificamente lítio e terras raras. O intuito é também gerir a expansão da produção regional de cobre, níquel e minério de ferro.
O movimento pretende romper com o modelo histórico global em que países ricos em matérias-primas acabam sendo utilizados por potências industriais. Segundo a CNN, o Brasil é um exemplo claro desse padrão.
A iniciativa busca ainda beneficiar o cenário local através da produção de insumos intermediários, como óxidos, ligas metálicas e concentrados avançados. Além disso, a linha de atuação busca integrar indústrias de maior valor, como baterias, ímãs permanentes e siderurgia de baixo carbono.
Incentivo à cooperação entre países
A agenda está sendo repassada durante eventos internacionais, nos quais o governo tem tentado expor que a integração regional é condição para que a América do Sul ganhe peso geopolítico nas cadeias globais desses insumos, hoje dominadas por poucos países.
Além disso, o Ministério de Minas e Energia tem trabalhado para a elaboração da chamada Política Nacional de Minerais Críticos. Segundo o ministro Alexandre Silveira, em matéria da CNN, é importante que países se importem com organismos multilaterais.
“Nesse espírito de cooperação prática, o Brasil e os países vizinhos podem dar um passo decisivo junto com o Fundo Monetário Internacional. Falo da expansão do mapa da integração com novos corredores estratégicos de lítio e terras raras na América do Sul, além do potencial de crescimento da produção de cobre, níquel e minério de ferro de alta qualidade”, afirmou o ministro.

