O presidente Lula (PT) abre 2026 com um roteiro internacional calibrado para a agenda econômica. A primeira parada será no Panamá. Lula embarca no dia 27 de janeiro e, no dia seguinte, participa da abertura do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, na Cidade do Panamá, organizado pela CAF, o banco de desenvolvimento da região. Nos bastidores diplomáticos, o evento já ganhou um apelido ambicioso: o “Davos da América Latina”.
A comparação não é gratuita. O fórum deve reunir mais de 2.500 líderes regionais e globais, além de uma missão empresarial considerada robusta, com foco declarado em negócios e integração econômica. A agenda é ampla, infraestrutura, inteligência artificial, regras de comércio, energia, mineração, turismo e segurança alimentar.
O Itamaraty vê o encontro como uma complementação estratégica ao Fórum Econômico Mundial, com uma vantagem adicional: maior aderência às prioridades regionais e ao papel do setor privado no desenvolvimento. A expectativa é que Lula reforce, em seu discurso, a defesa da integração econômica latino-americana, eixo central da política externa brasileira.
Acordo
Há também entregas concretas previstas. O Brasil deve assinar um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, resultado de meses de negociações, com o objetivo de abrir novos caminhos econômicos e reduzir entraves para o fluxo de capitais.
No simbolismo político, Lula chega como convidado de honra e terá destaque na programação. Será o segundo orador do evento, logo após o presidente panamenho, José Raúl Mulino. Um gesto que reforça o peso do Brasil no fórum.

