Pré-candidata ao Governo do Distrito Federal, a deputada distrital Paula Belmonte colocou o caso envolvendo o Banco Master como exemplo da necessidade de reforçar os mecanismos de fiscalização, governança e transparência no uso de recursos públicos. Em entrevista ao site O Brasilianista, a parlamentar afirmou que episódios desse tipo expõem riscos que não podem ser assumidos pela sociedade.
Segundo Belmonte, os alertas sobre a operação envolvendo o banco foram feitos desde o início. Ela afirmou que se posicionou publicamente sobre os riscos e defendeu que o tema fosse tratado com total transparência institucional. “A transparência não é opcional. É dever”, declarou a deputada.
A parlamentar também apresentou requerimento para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar os atos relacionados ao Banco Master, além de defender que a operação fosse submetida ao crivo do Parlamento. Para ela, o papel do poder público é agir de forma preventiva, exigir explicações, corrigir rumos e garantir que eventuais irregularidades sejam apuradas com rigor, sem seletividade e sem interferências políticas.
Belmonte destacou ainda que a credibilidade do sistema financeiro depende de segurança jurídica e fiscalização efetiva, sobretudo quando envolve recursos públicos. “Quando a governança falha, quem assume o risco é a sociedade. A confiança nas instituições é um ativo essencial para a economia e para a democracia”, afirmou.

