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Economia

Receita aposta em “cobrança amigável” para elevar arrecadação e já registra recorde histórico

Estratégia prioriza orientação ao contribuinte, reduz disputas judiciais e endurece ação contra devedores habituais

Receita aposta em “cobrança amigável” para elevar arrecadação e já registra recorde histórico

A Receita Federal do Brasil pretende arrecadar R$ 200 bilhões em 2026 com um modelo baseado na autorregularização de contribuintes com débitos tributários.

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A iniciativa foi detalhada pelo secretário do órgão, Robinson Barreirinhas, que descreveu a proposta como uma mudança de postura do Fisco.

A lógica deixa de priorizar o confronto imediato e passa a antecipar problemas, orientar o contribuinte e reduzir disputas judiciais.

Nesse modelo, o contato ocorre após a inadimplência inicial, mas antes que o caso avance para litígios prolongados. As informações são da CNN Brasil.

Como funciona a estratégia?

A política foi incorporada à Lei Complementar 225/2026 e se apoia em cinco pilares:

  • orientação como regra;
  • ausência de multas para bons pagadores;
  • possibilidade de autorregularização;
  • penalidades menores para contribuintes médios;
  • atuação rigorosa contra devedores contumazes.

O foco do endurecimento recai sobre quem faz da inadimplência uma prática recorrente. A proposta inclui, a aplicação mais severa de punições previstas em lei para crimes tributários.

Evolução recente desse tipo de arrecadação

Os resultados dessa abordagem já vinham crescendo nos últimos anos. Em 2022, a arrecadação por esse modelo ficou em R$ 130,5 bilhões. Em 2023, subiu para R$ 146,6 bilhões. Em 2024, alcançou R$ 171,2 bilhões.

Em 2025, chegou a R$ 177,5 bilhões. A expectativa do Fisco é ampliar esse patamar em 2026 com a consolidação das novas diretrizes.

Recorde geral de arrecadação em 2025

Como apurado pelo O Brasilianista, o governo federal encerrou 2025 com arrecadação total de R$ 2,89 trilhões em impostos e contribuições. O valor representa o maior resultado desde o início da série histórica, em 1995.

O montante superou os R$ 2,65 trilhões registrados em 2024 e manteve a sequência de crescimento observada após a pandemia, quando houve retração apenas em 2020.

Desempenho mensal e ganho real

Dezembro de 2025 também registrou marca inédita para o mês, com R$ 292,72 bilhões arrecadados. O número ficou cerca de 12% acima do resultado de dezembro do ano anterior.

Descontada a inflação medida pelo Índice de preços ao consumidor (IPCA), o crescimento real no mês foi de 7,46%. No acumulado do ano, a alta real ficou em 3,65%.

O que impulsionou a arrecadação?

A Receita relaciona o desempenho ao avanço da atividade econômica, com destaque para serviços, produção industrial, aumento das importações e expansão da massa salarial.

Alguns tributos tiveram papel relevante, como PIS/Cofins, contribuição previdenciária, impostos sobre comércio exterior e, principalmente, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), ligado a operações financeiras.

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