A sensação de que ir no supermercado com R$ 100 há cerca de dez anos garantia abastecer a geladeira por alguns dias e, hoje, o mesmo valor mal permite escolher muitos produtos não é uma ilusão. Essa diferença é o que se chama de poder de compra.
Esse fenômeno está associado a diversos indicadores econômicos e sociais, mas é especialmente vinculado à inflação.
No Brasil, por exemplo, os mesmos R$ 100 em 2016 representam atualmente R$ 164,77 de acordo com a calculadora do Banco Central (BC), baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Segundo o Serasa, o poder de compra identifica a relação entre o que a população ganha e o que gasta. Em situações de baixo poder de compra dos brasileiros, o cenário prejudica os negócios e interrompe o fluxo natural da economia de consumo.
Já em relação a um poder de compra muito alto, as empresas e empreendedores que vendem produtos ou serviços serão sobrecarregados pela demanda e comprometerão seus faturamentos por precisar lidar com imprevistos.
Por que se perde o poder de compra?
No Brasil e no mundo, o movimento natural da economia é aumentar os valores no longo prazo. Em 10 anos, por exemplo, um processo de deflação seria mais difícil de acontecer.
Todo aumento da inflação sem ajuste nos salários é uma forma de perder poder de compra.

