Publicidade
Entrevistas

Superintendente do BNDES prevê leilões concentrados no 1º semestre

Entre os destaques, está o leilão de três PPPs de esgotamento sanitário em Goiás

Superintendente do BNDES prevê leilões concentrados no 1º semestre

Em meio ao desafio histórico de universalizar o acesso à água e ao esgotamento sanitário no Brasil, 2026 deve ser um ano movimentado para o setor de saneamento, especialmente no campo das concessões e parcerias público-privadas (PPPs). A avaliação é da superintendente do BNDES, Luciene Machado, que aposta em uma agenda intensa de leilões nos primeiros meses do ano, antes que o calendário eleitoral reduza o ritmo das decisões.

Publicidade

Segundo Luciene, o principal entrave para a universalização do saneamento não está em um único fator, mas na ausência de um modelo de negócios capaz de sustentar o elevado volume de investimentos exigido pelo setor. “Historicamente, esse serviço foi prestado de forma pública, com ônus para os orçamentos municipais, no caso dos titulares, ou das companhias estaduais, modelo consolidado na década de 1970, inclusive com o uso de subsídio cruzado entre municípios”, disse.

Nesse contexto, a atração do setor privado torna-se fundamental. “Se a ideia é atrair o setor privado para contribuir com essa tarefa, é fundamental dispor de bons modelos de negócios”, comentou.

Agenda de leilões

Apesar de ser um ano eleitoral, a expectativa do BNDES é positiva. A estratégia, segundo Luciene Machado, é concentrar os leilões no primeiro trimestre e no primeiro semestre, período considerado mais favorável antes do avanço das disputas políticas nos estados e no plano federal.

Entre os destaques, está o leilão de três PPPs de esgotamento sanitário em Goiás, marcado para o dia 25 de março. Também está no radar o lançamento do edital da PPP de esgotamento sanitário da Paraíba, com leilão previsto para 31 de março.

O banco também avança nas tratativas com o Rio Grande do Norte, onde a expectativa é abrir consulta pública ainda neste mês, viabilizando o lançamento do edital no primeiro trimestre. Outro projeto em estágio avançado envolve Rondônia, que já passou por consultas e audiências públicas e aguarda validação do Tribunal de Contas, podendo ir a leilão ainda no primeiro ou, no máximo, no segundo trimestre.