O pedido de delação premiada dos empresários Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, está parado e não avançou na Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo informações do G1, ambos estão foragidos e são acusados dos crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes no mercado de combustíveis. Fontes ouvidas pelo blog Andreia Sadi dizem que o pedido está sob análise da PGR desde outubro de 2025.
Detalhes do processo
Como parte da delação premiada, fontes revelam que os empresários entregaram materiais a polícia que incluem: mensagens de celular, gravações, documentos e comprovantes de pagamento que indicariam propinas superiores a R$ 400 milhões a autoridades e políticos, entre 2022 e 2024.
Essas mesmas fontes disseram que os repasses teriam como objetivo evitar a cassação de licenças do grupo empresarial, garantir benefícios tributários e obter acesso privilegiado à Agência Nacional de Petróleo. Também há detalhes no material sobre o possível vazamento de informações da Operação Carbono.
Durante a operação, a Polícia Federal conseguiu cumprir apenas seis dos 14 mandados de prisão. Após a ação, a corporação iniciou um inquérito para apurar possível vazamento de informações.
O Ministério e a PGR
Em São Paulo, o Ministério Público disse que as negociações para a delação premiada estão avançadas e que a homologação pela Justiça deve acontecer em até 60 dias.
Mas, fontes da PGR dizem que os indícios apresentados por Mourad e Leme da Silva ainda não seriam suficientes para fechar um acordo de colaboração.
O órgão informou que não comenta eventuais delações, e disse ainda que esses procedimentos são sigilosos, de acordo com a Lei 12.850/2013.

