Nesta sexta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou a indicação do economista Kevin Warsh para assumir a presidência do Federal Reserve.
Ele representará a autoridade monetária responsável por definir os juros da maior economia do planeta. A escolha ainda precisa passar pelo processo de sabatina e aprovação no Senado americano.
A decisão encerra um período de especulações sobre quem substituiria o atual dirigente, cujo mandato termina em maio.
O chefe do Executivo publicou a indicação em suas redes sociais e afirmou que o nome escolhido é amplamente respeitado no mercado financeiro e no meio acadêmico. As informações são do portal G1.
Confira a tradução
“Tenho o prazer de anunciar minha indicação de Kevin Warsh para o cargo de PRESIDENTE DO CONSELHO DE GOVERNADORES DO SISTEMA DA RESERVA FEDERAL. Kevin atualmente atua como Pesquisador Visitante Distinto da Família Shepard em Economia na Hoover Institution e como Professor na Stanford Graduate School of Business. Ele é sócio de Stanley Druckenmiller na Duquesne Family Office LLC. Kevin é formado em Artes pela Universidade de Stanford e em Direito pela Faculdade de Direito de Harvard. Ele conduziu extensa pesquisa na área de Economia e Finanças. Kevin apresentou um Relatório Independente ao Banco da Inglaterra propondo reformas na condução da Política Monetária no Reino Unido. O Parlamento adotou as recomendações do Relatório. Kevin Warsh tornou-se o mais jovem Governador do Fed de todos os tempos, aos 35 anos, e atuou como membro do Conselho de Governadores do Sistema da Reserva Federal de 2006 a 2011, como Representante da Reserva Federal no Grupo dos Vinte (G-20) e como Emissário do Conselho para as Economias Emergentes e Avançadas da Ásia. Além disso, foi Governador Administrativo, gerenciando e supervisionando as operações, o pessoal e o desempenho financeiro do Conselho. Antes de sua nomeação para o Conselho, de 2002 a 2006, Kevin atuou como Assistente Especial do Presidente para Política Econômica e Secretário Executivo do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca. Anteriormente, Kevin foi membro do Departamento de Fusões e Aquisições do Morgan Stanley & Co., em Nova York, onde atuou como Vice-Presidente e Diretor Executivo. Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos GRANDES Presidentes do Fed, talvez o melhor. Além de tudo isso, ele é o candidato perfeito para o cargo e nunca decepciona. Parabéns, Kevin! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP“
Quem é o indicado?
Warsh atua como pesquisador visitante em economia no Instituto Hoover, ligado à Universidade Stanford, onde também leciona na escola de negócios. Ele é sócio da gestora Duquesne Family Office, ao lado do investidor Stanley Druckenmiller.
Formado em Stanford e em Direito por Harvard, construiu carreira no banco Morgan Stanley antes de ingressar no governo do republicano George W. Bush.
Entre 2002 e 2006, trabalhou na Casa Branca como assessor econômico e secretário-executivo do Conselho Econômico Nacional.
Aos 35 anos, tornou-se o diretor mais jovem da história do Federal Reserve, cargo que ocupou entre 2006 e 2011. Nesse período, participou das decisões durante a crise financeira internacional e representou a instituição em reuniões do G20.
Reação dos mercados
A possibilidade de Warsh assumir o comando da autoridade monetária provocou movimentações imediatas em bolsas e ativos financeiros ao redor do mundo.
Índices da Ásia registraram queda, contratos futuros nos Estados Unidos operaram em baixa e o dólar se valorizou.
Títulos do Tesouro americano também tiveram alteração no rendimento, enquanto ativos como ouro, petróleo e criptomoedas oscilaram.
Plataformas de apostas financeiras passaram a indicar alta probabilidade de que o economista seria o escolhido, movimento que se intensificou após reuniões dele com o presidente na Casa Branca.
Outros nomes cogitados
Antes da decisão, outros candidatos eram avaliados pelo governo. Entre eles estavam Rick Rieder, da BlackRock, o atual dirigente do Fed Christopher Waller e o assessor econômico Kevin Hassett.
O presidente afirmou que considerou levar Hassett para o Banco Central, mas optou por mantê-lo na equipe da Casa Branca por considerá-lo peça estratégica na formulação da política econômica do governo.
O embate com a atual direção do Fed
Como divulgado pelo O Brasilianista, o atual presidente do Federal Reserve, Jerome Hayden Powell, tem formação em Ciências Políticas e Direito.
Ele construiu carreira no mercado financeiro antes de ingressar no setor público. Assumiu a presidência da instituição em 2018, por indicação do próprio presidente, e foi reconduzido ao cargo anos depois por outro governo, após aprovação do Senado.
O Banco Central americano é responsável por definir juros, supervisionar bancos e controlar a inflação. Como o dólar é a principal moeda internacional, suas decisões influenciam mercados em todo o mundo.
A tensão com a Casa Branca se agravou quando ele resistiu a acelerar a redução das taxas, priorizando o combate à inflação.
Mesmo após reduções realizadas em 2025, a taxa básica permaneceu na faixa entre 3,50% e 3,75% na última reunião, decisão que gerou novas críticas do Executivo.
O governo também abriu uma investigação criminal contra o atual dirigente por supostos problemas orçamentários em obras na sede do Banco central, medida que ele classificou como tentativa de intimidação.
Senadores do próprio partido do presidente manifestaram preocupação com a situação, alegando que a credibilidade institucional do Departamento de Justiça pode ser afetada.
Autoridades monetárias de outros países acompanham o caso com atenção, pois qualquer interferência política na atuação do Banco Central dos EUA pode gerar efeitos globais.

