Na noite desta quinta-feira (29) o portal BNews publicou uma entrevista exclusiva com o senador Angelo Coronel. Ele se manifestou depois que comentários sobre um suposto afastamento em relação a Otto Alencar ganharam força nos bastidores políticos da Bahia.
Os dois integram o PSD, legenda que participa da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e discute a composição da chapa para a eleição de 2026.
O congressista afirmou que não existe rompimento e atribuiu os rumores a tentativas externas de gerar desentendimento dentro da sigla.
O senador ressaltou que a convivência com o dirigente estadual do partido permanece amistosa e que divergências políticas não afetam a relação pessoal. Ele disse que não vê sentido nas narrativas de conflito e classificou as notícias como distorcidas.
Comentários sobre a vaga no Tribunal de Contas
Ao ser questionado sobre a escolha de Otto Alencar Filho para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o senador afirmou que não houve qualquer incômodo. O TCE fiscaliza a aplicação dos recursos públicos estaduais e municipais.
Angelo relatou que, na época da indicação, teria buscado alternativas para viabilizar a posse do indicado ainda em 2024.
O parlamentar declarou que pretende disputar novamente o Senado e explicou que sua permanência no PSD está vinculada à possibilidade de concorrer.
Ele afirmou que não cogita deixar o partido no momento, mas ponderou que só permanece onde houver espaço político.
Posição cautelosa sobre a formação da chapa
O Coronel afirmou que só dará peso a definições anunciadas diretamente pelo governador Jerônimo Rodrigues. Segundo ele, declarações de outros integrantes do grupo governista não influenciam sua decisão.
Como divulgado pelo BNews, fontes relataram que a relação entre os dois senadores teria esfriado nos últimos meses em razão da disputa pela vaga ao Senado na chapa governista. O impasse teria alcançado também familiares dos dois líderes partidários.
Episódios que ampliaram o distanciamento
A nomeação do filho do dirigente do PSD ao Tribunal de Contas foi vista, nos bastidores, como gesto político que alterou o equilíbrio interno.
Posteriormente, a declaração de apoio à reeleição do governador, mesmo sem definição sobre o espaço do partido na chapa, teria ampliado o desconforto.
Outro ponto sensível envolve a disputa por cadeiras na Câmara dos Deputados. O lançamento de um nome da família do dirigente partidário teria frustrado a expectativa de apoio à reeleição do deputado Diego Coronel.
A situação gerou apreensão na direção nacional da legenda, presidida por Gilberto Kassab. Diante do cenário, as negociações passaram a contar com a participação do senador Jaques Wagner (PT) e do deputado Diego Coronel.
O governador se reuniu com o parlamentar e registrou o encontro nas redes sociais, ressaltando a importância do diálogo para manter o grupo político coeso.

