Segundo dados do Ministério da Justiça, cerca de 2.897 presos estrangeiros ocupam as penitenciarias do país. Em 2025, os registros oficiais apontam que haviam mais 3.224 custodiados de outras nacionalidades no sistema prisional brasileiro em todos os regimes, o maior patamar desde início da série histórica, em 2016.
Entre as nacionalidades, os estrangeiros da Venezuela formam o maior grupo nas prisões brasileiras, com 703 pessoas cumprindo algum tipo de regime no país. A grande incidência se deve à fronteira localizada no norte do país, em que recebe milhares de venezuelanos em todos os anos, segundo informações da Veja.
Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), revelam que entre 2015 e 2024, cerca 570 mil pessoas da Venezuela entraram no Brasil, como parte de um intenso fluxo migratório gerado pela crise econômica e política no país. O cenário é considerado uma crise humanitária, em que afeta ambas as nações.
Outras nacionalidades
A segunda nacionalidade internacional mais presente entre os presos é do Paraguai, que contém 559 prisioneiros e também mantém fronteira com o Brasil. Da Bolívia são cerca de 550 presos, bem como 257 da Colômbia. Em 10º lugar com 48 detentos são chineses, que vem ao país geralmente na intenção de investir no comércio.
Ranking completo
- Venezuela – 703
- Paraguai – 559
- Bolívia – 550
- Colômbia – 257
- Peru – 160
- Argentina – 140
- Nigéria – 108
- Chile – 105
- Uruguai – 104
- China – 48
Apesar de os crime cometidos por essas pessoas não ter sido especificado nos dados, registros apontam que grandes criminosos costumam tirar proveito das dez fronteiras terrestres espalhadas pelo Brasil para facilitar a fuga de seus países de origem. Também é apontada a presença de criminosos ligados a máfias de origem italiana, chinesa e mexicana, que vivem no país sem muitas preocupações.

