Lula começa a organizar os palanques que pretende ter espalhados pelo país no ano de 2026. A preocupação do presidente vai além de uma eventual reeleição: o foco é montar uma base sólida, capilarizada e competitiva nos estados.
A lógica é conhecida não basta ganhar no Planalto se os palanques estaduais não estiverem alinhados e funcionando como extensão da campanha nacional. É nesse contexto que o desenho do ministério começa a ser redesenhado.
As declarações feitas ao longo da semana ajudam a clarear o jogo e reforçam que não se trata de improviso, mas de estratégia eleitoral antecipada. Fernando Haddad, por exemplo, deve deixar o governo nas próximas semanas.
Em São Paulo, o presidente foi direto. Disse que ainda não conversou formalmente com Geraldo Alckmin e Haddad, mas deixou claro que ambos sabem que têm um papel a cumprir.
Em Minas Gerais, Lula também tratou de manter o palanque em aberto. Em discurso, afirmou que ainda não desistiu de Rodrigo Pacheco.
O jogo também avança em direção ao Senado, peça fundamental para a governabilidade. Simone Tebet reiterou que está à disposição para disputar uma vaga, seja por São Paulo ou por Mato Grosso do Sul, estado que já lhe deu um mandato.

