O governo argentino enviou ao Congresso o texto do acordo comercial firmado entre a União Europeia e o Mercosul. A iniciativa marca o início da tramitação parlamentar necessária para a confirmação do tratado no país.
Segundo a Agência Brasil, a análise pode acontecer durante o período de sessões extraordinárias, em andamento até o fim de fevereiro.
O foco do acordo
No documento há sinais de mudanças no acesso ao mercado europeu para diversos produtos da Argentina. Na lista tem:
- Carne bovina
- Pescados
- Ml
- Frutas cítricas
- Biodiesel
- Vinhos
- Leguminosas
- Erva-mate
Na indústria, o acesso a matérias-primas e a possibilidade de expansão das vendas externas do setor devem crescer também.
O acordo é, segundo o governo argentino, um instrumento que auxilia na circulação de bens industriais entre os blocos.
Congresso e Mercosul
Aliada do governo, a deputada Sabrina Ajmechet usou as redes sociais para anunciar que o projeto já chegou ao Congresso e disse esperar que a Argentina não demore a dar o sinal verde ao acordo.
Enquanto isso, Uruguai, Paraguai e Brasil também colocaram o tema na agenda e começaram a discutir o texto internamente.
O chanceler Pablo Quirno comentou o avanço do tratado com a União Europeia ao mesmo tempo em que a Argentina fechava um acordo comercial à parte com os Estados Unidos.
Esse entendimento prevê maior abertura de mercado e mudanças em tarifas cobradas sobre alguns produtos exportados.
Relação com os Estados Unidos
O acordo com os norte-americanos foi formalizado em janeiro, depois de negociações que vinham sendo anunciadas desde novembro, e inclui compromissos ligados a comércio e investimentos.
Para sair do papel, o acordo entre União Europeia e Mercosul precisa ser aprovado por pelo menos um país do bloco sul-americano e pelas instâncias europeias.
Na UE, o processo ainda depende de uma decisão do Tribunal de Justiça, o que impede, por enquanto, a votação no Parlamento. Mesmo assim, a Comissão Europeia tem margem para colocar o tratado em prática de forma temporária.

