Publicidade
Economia

Bolsas europeias fecham mistas sob impacto da IA

Os mercados internacionais oscilam entre ganhos e perdas enquanto investidores acompanham balanços corporativos e inflação dos EUA

Bolsas europeias fecham mistas sob impacto da IA

As bolsas da Europa encerraram esta sexta-feira (13) sem uma direção única. O foco principal continuou sendo o impacto da inteligência artificial nos setores de tecnologia e finanças, algo que já vinha mexendo com os ânimos em Wall Street.

Segundo o ADVFN Brasil, a temporada de balanços europeus e os dados de inflação nos Estados Unidos, abaixo do esperado, ajudaram a equilibrar o sentimento dos investidores.

O mercado vive um momento de transição, onde a evolução da IA gera dúvidas estruturais e a inflação americana mais branda sugere juros menos agressivos no futuro. No câmbio, o euro subiu 0,07% frente ao dólar (1,1876) e a libra também avançou contra a moeda americana (1,3651).

Publicidade

Veja os resultados dos índices e balanço semanal

O desempenho pelo continente foi variado, com ganhos tímidos em alguns centros e perdas mais acentuadas em outros:

  • Londres (FTSE 100): Subiu 0,42% (10.446,35 pontos), acumulando alta de 0,74% na semana
  • Frankfurt (DAX): Avançou 0,20% (24.903,39 pontos), também com ganho semanal de 0,74%
  • Paris (CAC 40): Recuou 0,35% (8.311,74 pontos), mas subiu 0,46% no saldo da semana
  • Lisboa (PSI 20): Caiu 0,30% (8.998,95 pontos), fechando a semana com alta de 1,22%
  • Madri (Ibex 35): Perdeu 1,25% (17.672,40 pontos), acumulando queda semanal de 1,5%
  • Milão (FTSE MIB): Recuou 1,71% (45.430,62 pontos), com baixa semanal de 1%

As empresas imobiliárias foram as que mais sofreram com os temores sobre a IA, seguindo uma tendência que já havia atingido o setor nos EUA.

Na bolsa britânica, a Land Securities caiu 1,68% e a British Land recuou 0,39%. Na Alemanha, a Vonovia teve baixa de 0,5%.

Empresas e mineração

Nas mineradoras, a Fresnillo subiu 2,12% devido à alta da prata. No campo dos balanços, a francesa Safran disparou 8,3% após lucros acima do esperado. Já o banco NatWest caiu 2,5%, apesar de ter começado o dia em alta após superar estimativas.

Na Conferência de Segurança de Munique, o chanceler alemão Friedrich Merz declarou que a ordem internacional baseada em regras foi abalada pela guerra na Ucrânia, trazendo um tom de sobriedade política ao cenário europeu.

Números desta quinta-feira

Segundo O Brasilianista, na quinta-feira (12) mercado internacional como um todo foi atingido. Após uma sequência de altas, os investidores optaram por realizar lucros e adotar uma postura cautelosa. O principal motivo dessa mudança de humor foi a revisão das expectativas sobre os juros nos Estados Unidos, o que acaba ditando o ritmo das bolsas ao redor do mundo.

Nos EUA, o pregão foi pesado para Wall Street. O índice S&P 500 recuou 1,57%, puxado por um forte “selloff” (venda em massa). O setor de tecnologia e software foi o que mais sofreu, concentrando as perdas enquanto o mercado norte-americano passava por um ajuste mais amplo durante a sessão.

Os dados resilientes do emprego nos Estados Unidos foram o estopim para o pessimismo. Com a economia americana ainda aquecida, o mercado diminuiu as apostas de que o Federal Reserve cortará os juros no curto prazo.

Esse cenário de incerteza global fortaleceu o dólar, visto como um porto seguro. A moeda americana subiu 0,23%, fechando a R$ 5,19, após oscilar na mínima de R$ 5,15. O dia teve uma movimentação financeira intensa, somando R$ 39,2 bilhões (R$ 36,3 bilhões antes dos ajustes finais), refletindo a volatilidade e o reposicionamento dos investidores diante das novas projeções econômicas mundiais.

Mais sobre economia você confere em nossas rede sociais