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Política

Walter Alves pode deixar de apoiar Fátima Bezerra ao Senado; MDB vê crise política

Toda a movimentação em torno das deliberações para substituição chegou a ser detalhada por alguns integrantes ao próprio líder político

Walter Alves pode deixar de apoiar Fátima Bezerra ao Senado; MDB vê crise política

As articulações nos bastidores, que buscavam substituir vice-governador Walter Alves à frente do comando do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Rio Grande do Norte, acabaram sem sucesso. As tratativas podem ter resultado no início de uma crise política na base da governadora Fátima Bezerra, o que tem colocado em risco a estabilidade da aliança partidária no estado.

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Em solicitação de Walter Alves, feita na última quinta-feira (12), ele pede que todos os indicados pelo partido deixem os cargos que ocupam no Governo do Estado, segundo informações confirmadas pela assessoria do MDB ao AgoraRN. O pedido do líder político resultou na solicitação de exoneração do secretário de Desenvolvimento Econômico, Alan Silveira, que permaneceu no cargo durante oito meses.

Em comunicado nas redes sociais, ele agradeceu os momentos de convivência com a governadora Fátima Bezerra. “É o fechamento de um ciclo repleto de aprendizados, desafios superados, conquistas compartilhadas e, principalmente, de convivência com pessoas incríveis, como a senhora”, disse Alan Silveira.

Tratativas

De acordo com informações do Bnews Natal, toda a movimentação em torno das deliberações para substituição chegou a ser detalhada por alguns integrantes ao próprio político. A princípio, a tentativa foi compartilhada com lideranças nacionais do MDB, mas o esforço acabou sendo barrado por membros do partido que defendiam o respeito tanto a Walter Alves quanto a Garibaldi Alves.

Interlocutores próximos ao governo afirmam que a iniciativa de tentar a substituição não partiu, inicialmente da governadora Fátima Bezerra, mas sim do articulador Raimundo Alves, com a participação de integrantes próximos à base política. Apesar da iniciativa não ter sido da governadora, ela pode sentir fortes efeitos políticos sobre a sua candidatura ao Senado Federal, nas eleições de 2026.

Acontece que Fátima Bezerra, até então, contava com um incerto segundo voto do Movimento Democrático Brasileiro para concorrer ao Senado. Com o movimento considerado perigoso, ela deixou de ter essa garantia de apoio. “O apoio subiu no telhado”, afirmou um integrante do governo.

Pré-candidatura

Mesmo diante das incertezas e resistências no cenário eleitoral estadual, Fátima Bezerra continua reafirmando nos bastidores a sua candidatura para o cargo de senadora e já tem até mesmo anunciado que irá renunciar ao cargo que ocupa no Rio Grande do Norte.

Ao Portal da Tropical, ela afirmou que é um desafio a falta de apoio, mas que a candidatura ao Senado vai permanecer mesmo diante da crise. “A nossa pré-candidatura ao Senado permanece, assim como a de Cadu ao Governo do Estado. Nós temos o apoio do partido para a tática político-eleitoral que a gente está construindo no RN. Estive em Salvador, a executiva nacional reafirmou nossa pré-candidatura. Estive com o presidente Lula e ele está confiante de tudo que está acontecendo aqui”.

Um governista avaliou que a movimentação mal calculada enfraqueceu a candidatura da governadora. “Tem jogado muito mal. Perdeu aliados importantes na Assembleia Legislativa e agora começa a perder o MDB local”, avaliou outra fonte governista. 

A crise pode ter contornos ainda mais graves. Nesta semana, a governadora determinou a exoneração do diretor-presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), Sérgio Rodrigues, e do secretário-adjunto Geomarque Nunes de França Júnior, da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), ambos indicados pelo MDB.

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