Publicidade
Economia

Previdência pública x privada: entenda as diferenças

Os modelos de aposentadoria no Brasil são estruturados de forma a se complementarem

Previdência pública x privada: entenda as diferenças

A aposentadoria é um dos momentos mais aguardados pelos trabalhadores mais velhos, que poderão se retirar da força de trabalho sem perder totalmente a fonte de renda. No Brasil, assim como em outras partes do mundo, há opções de previdência pública — também chamada de social — ou privada.

Publicidade

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Previdência Social pública no Brasil é constituída pelos seguintes regimes:

  • Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS): dos servidores públicos civis estatutários;
  • Regime Geral de Previdência Social (RGPS): contribuição pelo INSS em regime de repartição simples, que atende os trabalhadores do setor privado, empregados civis do setor público CLT, servidores públicos de entes subnacionais sem RPPS e segurados facultativos;
  • Sistema de Proteção Social dos Militares (SPSM): abrange militares das Forças Armadas e policiais e bombeiros militares dos Estados e do DF.

Em geral, para a maioria dos trabalhadores brasileiros, é exigida a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que garante aposentadoria após certa idade e números de contribuições. Vale lembrar que quem paga o INSS também possui direito a outros benefícios, como auxílio-doença.

Novo tempo de contribuição para a previdência pública

Em 2026, a aposentadoria dos brasileiros ficou mais difícil. Para aqueles próximos de se aposentar, é importante conferir as informações das novas regras da Previdência. As informações são da Veja.

Quem já contribuía com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) antes da aprovação da Reforma da Previdência, em 2019, há algumas condições especiais.

Em geral, mulheres podem se aposentar com, no mínimo, 62 anos e pelo menos 15 anos de contribuição. Para os homens, eles devem ter ao menos 65 anos e 20 anos de contribuição.

Agora, esses contribuintes devem ter seis meses de idade a mais do que o regime anterior. Para mulheres, é necessário ter 59 anos e seis meses, enquanto os homens precisam de 64 anos e seis meses. O tempo de contribuição passa para 30 e 35 anos, respectivamente.

A pontuação (soma da idade com tempo de contribuição) também passa a ser de 93 para mulheres e 103 para os homens.

Quem deseja simular o tempo restante e valores de aposentadoria podem acessar as informações no sistema Meu INSS. Saiba como utilizar o simulador de aposentadoria do INSS.

Como funciona a previdência privada?

Em meio a um cenário em que os valores da previdência pública estão mais comprometidos, os brasileiros que desejam manter a renda na terceira idade conseguem planejar a própria estratégia para manter uma previdência privada.

No entanto, vale mencionar que ela funciona como uma complementação ao INSS, não uma única fonte de renda para a aposentadoria.

Segundo o InfoMoney, investimentos em previdência privada possuem dois períodos diferentes: o de acumulação, que não precisam ser periódicos, e o de recebimento, após a fase de rendimento dos aportes.

Há ainda dois tipos de planos de previdência privada nas instituições financeiras brasileiras: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

O primeiro é indicado àqueles que realizam a declaração completa do Imposto de Renda, pois o contribuinte pode conter despesas dedutíveis.

Por sua vez, planos VGBL possuem cobrança do IR sobre os rendimentos na hora do resgate.

Confira mais notícias do O Brasilianista para entender tudo sobre economia e aposentadoria