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Política

Cappelli reage após Justiça liberar uso de imóveis para socorrer BRB e fala em “comissão bilionária”

Publicação em vídeo nas redes sociais critica operação envolvendo Banco Master e levanta suspeitas sobre prejuízo público

Cappelli reage após Justiça liberar uso de imóveis para socorrer BRB e fala em “comissão bilionária”

Um vídeo publicado nas redes sociais pelo presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, repercutiu a decisão da Justiça do Distrito Federal que autorizou o governo local a retomar o uso de imóveis públicos para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB).

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Na gravação, Cappelli afirma que há suspeitas de irregularidades envolvendo a operação e faz críticas diretas à condução do caso.

“Gente, se o presidente do partido coligado com Celina Leão ia ganhar bilhões, você acha que Ibaneis Rocha ia ganhar também? Você acha que Celina Leão ia ganhar também? Você acha que o presidente, ex-presidente do BRB, Paulo Henrique, ia ganhar também?”, declarou.

O que a justiça determinou?

O vídeo foi divulgado após o Tribunal de Justiça do Distrito Federal reverter uma decisão anterior que suspendia o uso de bens públicos na operação, reacendendo o debate político e jurídico sobre o tema.

De acordo com o G1, a decisão que permitiu a retomada do plano foi assinada pelo desembargador Roberval Belinati, vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Com isso, o governo local volta a ter autorização para transferir ou vender nove imóveis públicos com o objetivo de reforçar a estrutura financeira do BRB.

Segundo o governo do DF, os ativos poderão servir como base para uma captação de até R$ 6,6 bilhões no mercado financeiro.

O governador Ibaneis Rocha defendeu a medida e afirmou que a ação busca preservar o banco e proteger empregos.

Na decisão, o magistrado destacou a relevância da instituição para o funcionamento de políticas públicas e serviços bancários na capital.

“Destaque-se que o Banco de Brasília detém relevante função social, sendo responsável pela execução de políticas públicas de crédito, pela operacionalização de programas governamentais e pela prestação de serviços bancários a milhares de servidores públicos, aposentados e cidadãos do Distrito Federal”, afirmou.

Belinati também ressaltou que a iniciativa atende ao interesse público. “Nesse diapasão, a adoção de providências pelo DF, autorizadas por lei aprovada pelo legislativo local, destinadas à preservação de ente estatal de tal magnitude é medida que atende a relevante interesse público primário”, completou.

Cappelli levanta suspeitas sobre operação e promete nova ofensiva judicial

Na publicação, Cappelli associa a operação a possíveis irregularidades envolvendo o BRB e o Banco Master e afirma que integrantes do meio político poderiam ter sido beneficiados.

“Gente, presta atenção, não são milhões. Ele disse que ia ganhar bilhões com o negócio do BRB, com o Banco Master, com as fraudes entre o BRB e o Banco Master”, declarou no vídeo.

O presidente da ABDI também questiona a atuação de autoridades locais e afirma que a conta da operação poderia recair sobre a população.

”É uma vergonha o que está acontecendo no Brasil. Ninguém aguenta mais. E eles ainda querem empurrar a conta dessas fraudes bilionárias, de comissões bilionárias, para nós pagarmos, para a população do Distrito Federal pagar”, declarou ele.

Cappelli afirmou ainda que a disputa judicial continuará. “Nós vamos até o fim na Justiça para proteger a população do Distrito Federal contra essas fraudes”, disse.

Disputa expõe pressão sobre gestão do DF

Como divulgado em outra matéria de Cappelli para O Brasilianista, a repercussão ocorre em meio ao aumento da tensão política no Distrito Federal e às críticas de Cappelli à atual gestão local.

Em declarações recentes, ele já havia apontado problemas estruturais em áreas como saúde, mobilidade e regularização fundiária.

Ao comentar o cenário da saúde pública, o presidente da ABDI classificou a situação como grave. “A saúde vive um caos absoluto, um colapso e é inaceitável ter essa saúde na capital do Brasil”, afirmou.

O pano de fundo inclui dificuldades fiscais enfrentadas pelo governo distrital. Há registros de atrasos superiores a R$ 100 milhões em repasses a unidades de saúde, além de medidas de controle de gastos implementadas pela administração local.

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