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Economia

Veja ranking dos países com maiores juros reais do mundo após corte da Selic no Brasil

País permanece entre os primeiros colocados mesmo após ajuste recente na taxa básica

Veja ranking dos países com maiores juros reais do mundo após corte da Selic no Brasil

O Brasil continua entre os países com os juros mais altos do planeta mesmo após a recente redução da taxa básica definida pelo Banco Central. A mudança na Selic não foi suficiente para alterar de forma significativa a posição do país no cenário internacional.

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Atualmente, o Brasil ocupa a segunda colocação no ranking global de juros reais, indicador que considera a taxa nominal descontada da inflação projetada. Isso significa que, na prática, o custo do crédito no país segue entre os mais elevados do mundo.

De acordo com o G1, o Brasil registra juros reais de 9,51%, ficando atrás apenas da Turquia, que lidera a lista com 10,38%. Na sequência aparecem Rússia, com 9,41%, e Argentina, que também mantém patamar semelhante e figura entre as primeiras posições.

Corte na Selic não muda posição do Brasil

O Banco Central anunciou a redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando o índice de 15% para 14,75% ao ano. A decisão foi tomada na reunião mais recente do Comitê de Política Monetária e já era amplamente esperada pelo mercado financeiro.

Mesmo com a queda, o Brasil permaneceu praticamente no mesmo lugar no ranking global. Isso acontece porque outros países também mantêm juros elevados ou enfrentam pressões inflacionárias semelhantes.

Segundo a CNN Brasil, esse foi o primeiro corte realizado desde maio de 2024, quando a taxa passou de 10,75% para 10,5%. Desde então, o Banco Central vinha mantendo a Selic estável antes de iniciar esse novo movimento de redução.

Lista global destaca economias com juros elevados

O levantamento considera 40 países e mostra uma concentração das maiores taxas em economias emergentes. Além de Turquia e Brasil, Rússia e Argentina aparecem entre os destaques, seguidos por México e África do Sul.

Confira as primeiras posições do ranking de juros reais:

  • Turquia 10,38%
  • Brasil 9,51%
  • Rússia 9,41%
  • Argentina 9,41%
  • México 5,39%
  • África do Sul 5,22%
  • Indonésia 3,31%
  • Hungria 3,02%
  • Colômbia 2,99%
  • Filipinas 2,81%

A diferença entre os primeiros colocados e os demais países evidencia o peso dos juros em algumas economias específicas, como é o caso brasileiro.

Cenário externo pressiona decisões econômicas

O ambiente internacional segue influenciando diretamente a política monetária. Tensões recentes no Oriente Médio contribuíram para aumentar a cautela entre investidores e autoridades econômicas, em um cenário de maior instabilidade nos mercados globais.

A alta no preço do petróleo, impulsionada por restrições em rotas estratégicas, trouxe impacto sobre as expectativas de inflação. Com custos mais elevados, há pressão sobre produtos e serviços, o que interfere nas decisões sobre juros. Esse fator ajudou a limitar a intensidade do corte na Selic.

Dados do mercado financeiro também indicam que, após semanas de projeções mais altas, houve mudança nas expectativas. A previsão de redução de 0,5 ponto percentual deu lugar a uma decisão mais moderada, diante das incertezas externas.

Além disso, passaram a ser considerados riscos ligados ao cenário fiscal e ao comportamento dos preços no exterior, o que levou a uma postura mais cautelosa por parte dos agentes do mercado.

O Banco Central deve voltar a discutir os juros na próxima reunião do Copom, marcada para o final do mês de abril, quando serão analisados novos dados sobre inflação, atividade econômica e o cenário internacional.

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