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Política

Depoimento de Belline Santana, ex-chefe do BC, na CPI do Crime Organizada acontece nesta terça-feira (24)

O servidor afastado é investigado pela Polícia Federal por suspeita de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master

Depoimento de Belline Santana, ex-chefe do BC, na CPI do Crime Organizada acontece nesta terça-feira (24)

O ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central, Belline Santana, será ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado nesta terça-feira (24). O depoimento tem o intuito de esclarecer crimes contra o sistema financeiro nacional, bem como corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, assim como fraude processual e obstrução de justiça.

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De acordo com a Agência Senado, o servidor afastado do cargo passou a ser investigado pela Polícia Federal por um possível esquema de fraudes financeiras em função do Banco Master, instituição financeira liquidada extrajudicialmente em 2025. Belline Santana trabalhou à frente do setor responsável pela supervisão direta das instituições financeiras que atuam no Brasil durante cinco anos.

Indícios de estrutura organizada

A convocação de Belline Santana foi solicitada através de um pedido do senador Humberto Costa (PT-PE) e outro realizado pelo relator do caso Alessandro Vieira (MDB-SE). Em justificativa, o relator afirmou que a necessidade de depoimento surgiu após a identificação de uma estrutura organizada para obter dinheiro através de crimes contra o sistema financeiro do país.

“Há indícios da existência de estrutura organizada voltada à prática de crimes contra o sistema financeiro nacional, corrupção ativa e passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, fraude processual e obstrução de justiça, envolvendo pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao conglomerado financeiro Banco Master e a agentes públicos que teriam atuado em benefício dos interesses do grupo investigado”, afirma Alessandro.

Atuação na compra do Banco Máxima

No requerimento produzido por Humberto Costa, o documento aponta que a Operação Compliance Zero identificou que o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária teria atuado, juntamente com Sérgio Neves de Souza, como consultor informal do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para facilitar a compra do então Banco Máxima, que posteriormente se tornou o Banco Master. Além disso, Santana teria repassado informações sigilosas, com o objetivo de avisar sobre a operações ligadas à instituição financeira.

“À medida que as investigações avançam e constatam o envolvimento de servidores do Banco Central do Brasil nas operações fraudulentas do Banco Master, tem-se, por conseguinte, a avocação da competência desta CPI para apurar tais fatos, posto que relacionados à infiltração do crime organizado nas instituições públicas”, afirma Humberto Costa em requerimento.

Depoimento jornalista investigativa

O momento será utilizado para ouvir também a a jornalista investigativa Cecília Olliveira, fundadora do Instituto Fogo Cruzado. A profissional foi convocada por ter atuação na apuração de aspectos importantes das facções criminosas e por isso poderá ajudar a CPI do Crime Organizado a entender informações consideradas essenciais, mas que não constam em relatórios oficiais.

O pedido entregue pelo senador Alessandro Vieira entende que é necessário que o grupo obtenha detalhes de profissionais que dedicam o seu trabalho à investigação de organizações criminosas. “Para além das informações oficiais e dos dados de inteligência providos pelas autoridades públicas, é fundamental que este colegiado tenha acesso ao conhecimento acumulado por profissionais da imprensa que dedicaram anos de suas carreiras à cobertura especializada da área de segurança pública e à investigação jornalística do crime organizado”.

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