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Política

Senado aprova novas regras para áreas de livre comércio

A proposta define regras para despesas e incentivos fiscais sem comprometer a meta orçamentária

Senado aprova novas regras para áreas de livre comércio

O Senado aprovou o Projeto de Lei Complementar 77/2026, que aborda a concessão de benefícios tributários para áreas de livre comércio e o tratamento de despesas obrigatórias, estabelecendo ressalvas em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal e à Lei de Diretrizes Orçamentárias.

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A proposta define normas para benefícios tributários e despesas obrigatórias para 2026. A ideia é permitir que determinadas renúncias de receita e incentivos fiscais já previstos no orçamento ou devidamente compensados não sejam atingidos por restrições legais.

De acordo com a Agência Senado, o texto inclui dispositivos sobre despesas obrigatórias vinculadas a ressarcimentos de tributos e à licença-paternidade.

O projeto institui regras temporárias que viabilizam a concessão de benefícios tributários sem descumprimento das normas fiscais, desde que não haja impacto adicional nas contas públicas, uma vez que a renúncia deve estar prevista no orçamento ou compensada.

A matéria também antecipa efeitos da reforma tributária, com destaque para áreas de livre comércio, e sustenta que as medidas não comprometem a meta de resultado primário de 2026, permitindo a concessão de benefícios e a realização de determinadas despesas sem violação do arcabouço fiscal vigente.

De autoria do Randolfe Rodrigues (PT/AP), o PLP 77/2026, assim identificado na Câmara dos Deputados, trata de temas relacionados à economia e desenvolvimento, com enfoque em finanças públicas, orçamento anual e execução financeira e orçamentária.

Áreas de Livre Comércio

As Áreas de Livre Comércio (ALCs) são instrumentos estratégicos para integrar mercados internacionais e impulsionar o desenvolvimento econômico, regional e empresarial, gerando empregos, segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus.

Elas permitem flexibilidade sobre barreiras tarifárias, conforme o artigo XXIV do GATT, e ajudam os países a lidar com os efeitos da globalização, aponta o Politize.

Um exemplo bem famoso é o Mercosul e a União Europeia, hoje é um dos maiores acordos de livre comércio do mundo. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os blocos.

O tratado estabelece regras comuns para áreas estratégicas como bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios, além de normas sobre sustentabilidade, trabalho, transparência, propriedade intelectual e compras governamentais.

No Brasil, o acordo já foi sancionado, permitindo ampliar o acesso de produtos nacionais ao mercado europeu e fortalecer a integração econômica entre as regiões.

Níveis de integração econômica

Existem diferentes níveis de integração econômica. As áreas de preferência tarifária reduzem tarifas sobre produtos selecionados, enquanto as uniões aduaneiras, como o Mercosul, eliminam todas as tarifas internas e estabelecem uma tarifa externa comum e uma política comercial conjunta entre os membros.

No Brasil, existem nove Áreas de Livre Comércio (ALCs) vinculadas à Zona Franca de Manaus, distribuídas estrategicamente para estimular o comércio regional:

  • Roraima: Boa Vista e Bonfim
  • Rondônia: Guajará-Mirim
  • Acre: Brasiléia, Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul
  • Amazonas: Tabatinga
  • Amapá: Macapá e Santana

Essas áreas são utilizadas para firmar acordos comerciais, atrair investimentos e fortalecer o desenvolvimento econômico local, funcionando como instrumentos importantes de integração comercial e promoção do crescimento regional.

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