Há um ano, no dia 28 de março de 2025, o Banco de Brasília (BRB) anunciava a compra do Banco Master. E hoje, 29 de março de 2026, um dos assuntos mais comentados ultimamente é o ‘Caso Master‘, considerado por muitos brasileiros como o maior escândalo bancário da história do país.
Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, foi preso novamente desde o dia 4 de março deste ano por suposta invasão de dispositivos informáticos, lavagem de dinheiro e corrupção. O mesmo fez um termo de confidencialidade com a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, no dia 19 de março. O acordo possibilita a delação premiada, mecanismo jurídico onde um investigado confessa sua participação em um crime e colabora com as autoridades para identificar outros envolvidos, localizar provas e recuperar bens, recebendo benefícios legais como redução de pena, mudança de regime ou perdão judicial.
O BRB tenta, agora, recuperar o investimento financeiro após os acontecimentos do caso. As informações são do Poder360.
Vorcaro e o Caso Master
O Banco Master foi responsável pela venda de títulos podres ao BRB, ocasionando nas investigações anunciadas em novembro pelo Banco Central. Os primeiros detalhes sobre essas irregularidades foram enviadas em julho pela autoridade monetária ao Ministério Público da União (MPU).
A Polícia Federal descobriu que funcionários do BC receberam propina do banqueiro Daniel Vorcaro, com o intuito de favorecer o Master. A Controladoria Geral da União (CGU) implementou processos administrativos disciplinares em dois suspeitos de facilitarem os interesses do banco, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, ambos afastados.
Vorcaro foi preso pela primeira vez no dia 18 de novembro de 2025, e solto 10 dias depois. Quase quatro meses depois, no dia 4 de março de 2026, o banqueiro foi preso novamente, na 2ª fase da investigação
Evidências de fraude
Gabriel Galípolo, presidente do BC, relatou que o banco passa por um momento de luto e um sentimento de tristeza pelo caso Master.
O mesmo disse que, em janeiro, a autoridade monetária passou por dúvidas das irregularidades, obtendo evidências apenas em março de 2025. Ailton Aquino, diretor de Fiscalização do BC, pontou que a certeza das fraudes veio somente no dia 27 de junho de 2025.
Além disso, foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), na última terça-feira (24/03), um requerimento que solicitava a retirada do sigilo de uma auditoria sobre o Master, feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Na corda bamba
O Governo do Distrito Federal e o Banco de Brasília (BRB) alertaram à Justiça ainda em março que a suspensão da lei que permite a capitalização do banco pode gerar riscos graves e até uma possível liquidação da instituição e prejuízos ao patrimônio público.
O Brasilianista destacou que o caso envolve um plano para reforçar o capital do BRB após problemas relacionados ao Banco Master.
Prejuízo
Além do Banco Master, participaram do rombo recorde no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) o Banco Pleno e o Will Bank, ocasionando pouco mais de R$ 50 bilhões, somente com 0,55% e 0,57% das captações do sistema financeiro nacional e do ativo total, respectivamente.
Como forma de comparação, o lucro líquido de cada um dos bancos mais importantes listados na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) é menor do que o prejuízo em questão.

