Ronaldo Caiado anunciou nesta segunda-feira (30) sua pré-candidatura à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD). O governador do Goiás, saiu em janeiro de sua última leganda, o União Brasil, para tentar emplacar sua candidatura ao Planalto pelo novo partido.
Caiado foi escolhido pelo presidente do partido, Gilberto Kassab. Internamente, ele disputava a pré-candidatura com os governadores do Paraná e Rio Grande do Sul, Ratinho Junior e Eduardo Leite, respectivamente. Porém, na semana passada, Ratinho Júnior desistiu de disputar o cargo.
Conforme noticiado pelo O Brasilianista anteriormente, o acordo assinado com o PSD garante que, agora escolhido para a disputa presidencial, Caiado terá acesso integral à estrutura de financiamento eleitoral do partido.
Além disso, o governador terá liberdade para montar sua chapa e buscar apoio e alianças regionais sem restrições impostas por federações ou vetos internos.
Em publicação nas redes sociais, o colega Ratinho Júnior escreveu: “O PSD deu um exemplo do seu compromisso com a democracia ao promover um debate equilibrado para escolher o candidato que disputará às eleições presidenciais deste ano. A definição do partido pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, reforça que a legenda apostou num homem aprovado como gestor, com trabalho reconhecido nacionalmente, sobretudo, em áreas vitais como educação e a segurança. O seu entusiasmo em servir é fonte de inspiração para todos aqueles que acreditam num Brasil moderno, que ofereça oportunidade aos jovens e reconheça a força da iniciativa privada como fonte de crescimento.
Ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o meu reconhecimento da sua grandeza e do seu espírito público. Eduardo, é sempre bom lembrar, reposicionou o Rio Grande do Sul no cenário nacional depois de equilibrar as contas do Estado. Os brasileiros terão mais uma opção para virarmos a página de um país menos desigual, moderno e sem amarras burocráticas”.
O que esperar da candidatura de Ronaldo Caiado?
O Brasilianista mostrou que uma possível campanha de Caiado tentaria garantir os votos que seriam de Flávio Bolsonaro, baseando-se na falta de lastro político do senador.
A aposta de Caiado será mostrar que o primogênito de Jair Bolsonaro construiu sua carreira política escorado nos votos do pai e não possui experiência administrativa no Poder Executivo. A falta de experiência em cargos do Executivo é um ponto fraco de qualquer oponente do presidente Lula.
Ainda, Flávio Bolsonaro se apoia no discurso praticamente idêntico ao do pai, de derrotar o PT. Uma das únicas certezas da campanha do senador até o início do ano era de que Eduardo Bolsonaro será o chefe da política externa brasileira.
Por sua vez, Caiado promete levantar um projeto de oposição ao petismo no Planalto, mas sem os discursos de Bolsonaro.
Quem é Ronaldo Caiado?
De acordo com o portal do Senado Federal, Ronaldo Ramos Caiado nasceu em Anápolis (GO), em 25 de setembro de 1949. É casado com Gracinha Caiado e pai de quatro filhos: Anna Vitória, Ronaldo Filho, Maria e Marcela. As informações são do O Brasilianista.
Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) entre 1968 e 1974. Fez residência médica no Hospital Miguel Couto e concluiu mestrado também na UFRJ.
No fim da década de 1970, seguiu para a França, onde realizou estágios e especialização em cirurgia ortopédica e de coluna vertebral na Faculté de Médecine Pitié-Salpêtrière, em Paris, e em serviços médicos de Montpellier.
Antes da política, atuou como médico, professor universitário auxiliar na UFRJ e produtor rural em Goiás, mantendo vínculo com associações de criadores de gado nelore e zebu e entidades agropecuárias do estado.
Primeiros passo políticos
Como informado pelo portal Ronaldo Caiado, em 1987, participou da fundação da União Democrática Ruralista (UDR), organização criada para representar produtores rurais em meio a debates sobre reforma agrária e direito de propriedade no país.
Tornou-se presidente nacional da entidade no período de 1987 a 1989. A atuação na UDR projetou seu nome nacionalmente no fim dos anos 1980, em meio a mobilizações de produtores em Brasília e debates públicos sobre políticas agrárias.
Como divulgado pela Câmara dos Deputados, a estreia eleitoral ocorreu em 1989, quando disputou a Presidência da República. Anos depois, foi eleito deputado federal por Goiás. Cumpriu cinco mandatos na Câmara: 1991-1995, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011 e 2011-2015.
Nesse período, integrou e presidiu comissões permanentes como a de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, além de participar das comissões de Saúde, Fiscalização Financeira e Controle, Constituição e Justiça, Segurança Pública, Educação, Cultura, Viação e Transportes e Relações Exteriores.
Em 2014, foi eleito senador por Goiás com 47,57% dos votos, exercendo o mandato de 2015 a 2023. No Senado, participou em proposições relacionadas à defesa do direito de propriedade, relações internacionais, fiscalização do Executivo, políticas de saúde e direitos de pessoas com doenças raras.
Em 2018, foi eleito governador de Goiás no primeiro turno. Em 2022, repetiu o resultado e tornou-se o primeiro chefe do Executivo goiano eleito e reeleito em primeiro turno. A transição da atuação legislativa para o comando do Executivo estadual marcou uma nova fase da carreira política, após mais de duas décadas no Congresso Nacional.

