Um em cada quatro eleitores que já indicaram um candidato à Presidência ainda admite que pode alterar sua escolha até a eleição de 2026. A 7ª rodada da Pesquisa BTG/Nexus aponta que 25% podem mudar o voto, enquanto 73% afirmam que a decisão já está tomada e 1% não soube responder.
No principal cenário estimulado de primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 42% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 33%, mantendo a disputa concentrada nos dois nomes com maior percentual entre os apresentados aos entrevistados.
Na comparação com a rodada anterior, realizada em meados de julho, Lula permaneceu nos mesmos 42%. Flávio passou de 34% para 33%, variação de um ponto percentual que está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.
Os demais candidatos aparecem abaixo de 10%. Ronaldo Caiado alcança 6%, seguido por Renan Santos, com 5%, e Romeu Zema, com 3%, no cenário testado pelo levantamento.
Lula empata com Flávio, Caiado e Zema em um segundo turno
As simulações de segundo turno da pesquisa Nexus/BTG colocam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em empate técnico com três nomes da direita. Contra Flávio Bolsonaro (PL), o presidente registra 47% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 43%.
O equilíbrio também aparece nos confrontos com Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Lula marca 45% contra 43% de Caiado e chega a 46% diante de 42% de Zema. Nos três casos, as diferenças ficam dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
A única simulação apresentada em que Lula aparece à frente fora da margem de erro é contra Renan Santos (Missão). Nesse confronto, o presidente soma 47% das intenções de voto, ante 39% do coordenador do MBL.
Um quarto ainda admite trocar de candidato
A parcela de 25% que afirma poder mudar de voto representa os entrevistados que indicaram um candidato, mas ainda não consideram a escolha definitiva. O levantamento não detalha para quais nomes essas pessoas poderiam migrar durante a campanha.
Ao mesmo tempo, quase três quartos dos eleitores que escolheram um candidato dizem que pretendem manter a decisão. Os 73% com voto definido formam a maior parcela desse grupo, enquanto apenas 1% não respondeu se poderia rever a preferência.
A consolidação é ainda maior entre os segmentos classificados pela pesquisa como lulistas convictos e bolsonaristas convictos. Entre os primeiros, 83% dizem ter definido o voto; entre os segundos, o percentual chega a 82%.
Caiado tem 6% no primeiro turno
A posição de Ronaldo Caiado na atual pesquisa também ocorre poucos dias depois de outro levantamento apresentar o mesmo em uma disputa entre Lula e Caiado no segundo turno.
O Brasilianista mostrou, que a pesquisa Real Time Big Data registrou que Caiado aparecia numericamente com 44% das intenções de voto, diante de 43% de Lula em um confronto direto. A margem de erro era de dois pontos percentuais, o que colocava os dois em situação de empate técnico.
Na mesma pesquisa, Lula registrava 45% contra 42% de Flávio Bolsonaro, também em empate técnico pela margem de erro. Os votos brancos e nulos somavam 8% nos dois cenários, enquanto 5% dos entrevistados não sabiam ou preferiram não responder.
Os levantamentos têm metodologias e momentos de coleta próprios e, por isso, os percentuais não devem ser comparados como se pertencessem a uma mesma série.
Projeção nacional é desafio para ex-governador de Goiás
Em entrevista ao O Brasilianista, o sociólogo e mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília (UnB) Ariel Calmon avaliou que Caiado precisa primeiro ampliar espaço dentro do próprio campo político. “Hoje, o grande desafio de Caiado não é Lula, mas sim a disputa pela liderança da própria direita”, afirmou.
Na avaliação apresentada pelo especialista, a presença de mais de um candidato disputando o eleitorado conservador dificulta a consolidação de Caiado.
Calmon acrescentou que o governador poderia ampliar sua participação caso passasse a ser percebido por eleitores e partidos como uma candidatura viável.
O cientista político Henrique Hellas, da assessoria Continuum Private, apontou outro obstáculo ao avaliar que Caiado ainda é mais reconhecido como um governador bem avaliado do que como um nome de alcance nacional. Para ele, a candidatura depende de transformar o capital político construído em Goiás em projeção no restante do país.
Terceira via já reunia 18% das preferências em maio
A busca por uma alternativa fora dos dois principais polos já aparecia em levantamentos anteriores. O Brasilianista destacou, em maio, que uma rodada da pesquisa BTG/Nexus registrou 18% dos entrevistados com preferência por uma terceira via na disputa presidencial de 2026.
Naquele levantamento, porém, os nomes associados a esse campo ainda apresentavam percentuais de um dígito nas simulações de primeiro turno.
A pesquisa ouviu 2.045 eleitores entre 22 e 24 de maio, em todos os estados e no Distrito Federal, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

