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Economia

Preços da indústria caíram 0,25% em fevereiro, segundo IBGE

Queda foi puxada por alimentos e já marca 12 meses seguidos de variação negativa na comparação anual

Preços da indústria caíram 0,25% em fevereiro, segundo IBGE

Os preços da indústria brasileira recuaram 0,25% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, conforme dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O resultado ocorre após alta de 0,32% no mês anterior e mantém o indicador acumulado em 12 meses no campo negativo, em -4,47%.

O levantamento considera os preços praticados na porta de fábrica, sem a incidência de impostos e fretes.

Como divulgado pelo IBGE, o índice acompanha a variação dos valores recebidos pelos produtores e funciona como referência para tendências inflacionárias no curto prazo.

Na passagem de janeiro para fevereiro, 13 das 24 atividades industriais pesquisadas registraram queda nos preços. O movimento indica uma difusão maior das reduções dentro do setor produtivo.

Queda puxada por alimentos

De acordo com o IBGE, o setor de alimentos exerceu a maior influência negativa no resultado mensal, com impacto de -0,21 ponto percentual na variação total de -0,25%.

O segmento acumula dez meses consecutivos de queda nos preços na comparação mensal. Em fevereiro, o recuo foi de 0,87% em relação a janeiro.

Ainda conforme o instituto, o desempenho está ligado à redução nos preços de itens como açúcar, acompanhando movimentos do mercado internacional, além de estratégias comerciais adotadas pelas empresas.

Setores que subiram no mês

Algumas atividades apresentaram aumento de preços mesmo com o resultado geral negativo da indústria.

Os principais avanços foram registrados em máquinas e materiais elétricos (1,73%), produtos de limpeza (1,44%), metalurgia (1,41%) e vestuário (1,32%).

A alta na metalurgia está associada à valorização de commodities, como o ouro, enquanto equipamentos elétricos foram impactados por custos maiores de insumos, especialmente derivados do cobre.

Resultado no acumulado do ano

O IPP acumula alta de 0,07% em 2026 até fevereiro, indicando estabilidade no início do ano.

Entre os setores com maiores variações positivas no período estão metalurgia (4,19%), produtos de limpeza (3,12%), impressão (2,73%) e produtos de metal (2,43%).

A metalurgia também lidera em influência no resultado acumulado, com impacto de 0,28 ponto percentual.

Desempenho em 12 meses

Conforme os dados oficiais, o índice acumula queda de 4,47% nos últimos 12 meses, aprofundando o resultado negativo registrado em janeiro (-4,35%).

Os principais recuos foram observados em impressão (19,34%), refino de petróleo e biocombustíveis (-10,22%), alimentos (-10,00%) e indústrias extrativas (-9,35%).

O setor de alimentos teve a maior influência negativa no período, seguido por refino de petróleo e produtos químicos.

Categorias econômicas

Os bens de capital tiveram queda de 1,29%, enquanto bens intermediários recuaram 0,25% e bens de consumo apresentaram leve redução de 0,03%.

Como informado pelo instituto, os bens intermediários tiveram maior peso no resultado geral e responderam por -0,13 ponto percentual da variação mensal.

O que mede o IPP

O Índice de Preços ao Produtor acompanha a variação dos preços de venda recebidos pelas indústrias extrativas e de transformação.

O levantamento coleta cerca de 6 mil preços mensalmente em mais de 2.100 empresas, com base em produtos padronizados ao longo do tempo.

Conforme explicado pelo instituto, o indicador é utilizado para monitorar tendências de custos na produção e antecipar movimentos que podem impactar a inflação ao consumidor.

Ritmo mais fraco em São Paulo

A atividade industrial paulista manteve sinal de desaceleração em março, com o índice Sensor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) marcando 48,8 pontos.

Como divulgado pelo O Brasilianista, apesar da alta em relação aos 47,1 pontos registrados em fevereiro, o indicador segue abaixo da linha de 50 pontos, que separa crescimento de retração.

De acordo com o levantamento, o desempenho reflete um ambiente de demanda enfraquecida e menor dinamismo no setor.

Os indicadores de mercado (46,7 pontos) e vendas (47,2 pontos) permaneceram em território negativo, enquanto o nível de estoques (49 pontos) indica acúmulo acima do planejado, cenário que tende a limitar a produção e manter o ritmo da indústria em patamar reduzido.

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