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Geopolítica

Home office para economizar combustível? Entenda o plano sugerido pela UE

A medida entende que são necessárias ações diárias para diminuir a dependência de combustíveis fósseis

Home office para economizar combustível? Entenda o plano sugerido pela UE

Em uma tentativa de incentivar iniciativas para conter a crise energética global emergente causada pelo agravamento da guerra no Irã, o comissário europeu para energia, Dan Jorgensen, solicitou que países-membros da União Europeia (UE) passem a implementar medidas para economizar combustível. O intuito é incentivar a preparação diante da possibilidade de interrupções prolongadas nas cadeias de fornecimento de petróleo e gás.

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O plano a ser seguido deve ser elaborado pela Agência Internacional de Energia (AIE), que prevê dez ações, como maior incentivo para que empresas adotem home office pelo menos três vezes na semana, bem como maior utilização de transporte público e uso de energia elétrica em vez de gás de cozinha. Conforme informações da DW, 27 países-membros do bloco receberam uma carta com as recomendações para economizar combustível.

“Não devemos nos iludir: as consequências desta crise para os mercados de energia não serão de curta duração. Porque não serão”, afirmou Dan Jorgensen. “Esta crise demonstra, mais uma vez, que a Europa enfrenta uma vulnerabilidade fundamental a choques energéticos externos. E isto está ligado à nossa dependência de combustíveis fósseis importados.”

Plano para reduzir o consumo de combustível fóssil

A princípio, o Plano de 10 Pontos da Agência Internacional de Energia foi criado para propor a redução do uso do petróleo durante a guerra na Ucrânia, servindo como projeto de adaptação aos efeitos dos conflitos, bem como forma de transição energética a longo prazo. A medida entende como necessárias ações diárias para diminuir a dependência do combustível.

Além das ações apresentadas mais acima, a proposta também aponta como necessária a adoção de mudanças no comportamento da população diante dos riscos de abastecimento, recomendando a redução do uso de veículos particulares, especialmente aos finais de semana, bem como o incentivo à prática de caronas compartilhadas entre pessoas que morem em regiões próximas. O plano recomenda também que viagens de avião sejam feitas de forma mais consciente, evitando deslocamentos desnecessários.

Ameaça de interrupção do fornecimento de petróleo

O conflito no Oriente Médio acendeu preocupações em grande parte das economias do mundo, diante da possibilidade de seus efeitos sobre o abastecimento de petróleo, além da possibilidade de pressionar os preços da energia. A instabilidade no mercado também ajuda a ampliar as incertezas e pode gerar impactos sobre a inflação.

Conforme noticiado pelo O Brasilianista, o cenário é motivado pelo fechamento do Estreito de Ormuz a mando do Irã, passagem marítima utilizada por grande parte das nações para transportar petróleo. Com o início do conflito, a rota foi um dos primeiros pontos a ser afetado, com isso países tiveram que determinar cortes na produção pela dificuldade de escoar o produto.

Diante disso, os preços também passaram a sofrer alta. O barril do Brent, que é referência global da commodity, valorizou cerca de 30% após a primeira semana da guerra, maior nível desde 2023. Nas semanas seguintes, a tendência de alta se manteve, fazendo com que o petróleo chegasse a US$ 100 por barril. O fechamento do Estreito de Ormuz também tem afetado a chegada de alimentos em países do Golfo Pérsico.

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