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Economia

Cigarro vai ficar mais caro para segurar preço do combustível

Petrobras também adotou plano de parcelamento do aumento do QAV para aliviar impactos da guerra no setor aéreo

Cigarro vai ficar mais caro para segurar preço do combustível

O Ministério da Fazenda oficializou, na última segunda-feira (06), a ampliação das alíquotas incidentes sobre o setor tabagista. A ideia é equilibrar as contas públicas após a decisão da gestão federal de zerar os tributos sobre o biodiesel e o querosene de aviação (QAV). De acordo com o ministro Dario Durigan, a manobra tributária busca mitigar os reflexos econômicos gerados pela instabilidade dos conflitos no Oriente Médio, garantindo a sustentabilidade fiscal do país.

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A alteração tributária ocorre diretamente no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo informações do Broadcast, o valor fixo aplicado aos cigarros sofrerá um reajuste, saltando de R$ 2,25 para R$ 3,50. Paralelamente, o Executivo estabeleceu um novo patamar para o valor de venda ao consumidor final: o preço mínimo da carteira no varejo será elevado de R$ 6,50 para R$ 7,50.

Essa modificação na estrutura de preços tem como meta gerar um incremento de R$ 1,2 bilhão aos cofres da União na projeção para 2026.

O ministro Dario Durigan esclareceu que a medida também atende a uma demanda do Ministério da Saúde, uma vez que as atualizações anteriores não foram suficientes para desestimular o consumo de tabaco ou gerar o impacto hospitalar pretendido.

Compensação e equilíbrio fiscal

A estratégia de elevar o custo do cigarro serve como lastro para a isenção do PIS/Cofins sobre o QAV e o biodiesel. De acordo com a Agência Brasil, a desoneração do combustível aéreo deve reduzir o custo por litro em aproximadamente R$ 0,07, gerando uma renúncia fiscal mensal de R$ 100 milhões.

Para manter o cumprimento das metas orçamentárias, o governo federal aposta em uma composição de receitas. Além do setor tabagista, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, indicou que o aumento na arrecadação de royalties de petróleo, devido a valorização de 40% na cotação internacional da commodity, será fundamental para cobrir o pacote de medidas.

Segundo Dario Durigan, o planejamento assegura que os gastos extraordinários provocados pelo cenário de guerra estejam vinculados a receitas reais.

O governo projeta manter o equilíbrio primário, utilizando ainda recursos provenientes do imposto de exportação sobre o óleo bruto e do aumento da lucratividade das empresas do segmento energético para compensar integralmente as desonerações vigentes pelos próximos dois meses.

Petrobras cria plano de contingência

O Brasilianista destaca que no começo do mês de abril a Petrobrás anunciou um plano de contingência para amenizar os efeitos do recente reajuste no querosene de aviação (QAV). De acordo com a estatal, a proposta permitirá que as distribuidoras responsáveis pelo abastecimento da aviação comercial assumam, neste mês, um aumento aproximado de 18% no preço do combustível, abaixo do índice contratual de 54,8%.

O valor restante poderá ser dividido em até seis parcelas, com vencimento inicial previsto para julho de 2026. Segundo a empresa, a iniciativa tem como finalidade sustentar a demanda pelo QAV e limitar os impactos da alta sobre o setor aéreo brasileiro.

A Petrobras também indicou que a medida busca equilibrar a situação financeira dos clientes sem comprometer o resultado da companhia, mesmo em um cenário de elevação nos preços internacionais dos derivados de petróleo.

A estatal acrescentou que esse modelo de parcelamento poderá ser aplicado também nos meses de maio e junho, com ajustes ainda em estudo. Ainda segundo a empresa, a estratégia procura reduzir o repasse imediato das oscilações de curto prazo aos preços internos.

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