Segundo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a produção de diesel no país reduz a exposição do Brasil à geopolítica mundial, assim como afirmou considerar que o biodiesel é estratégico em momentos de conflitos internacionais. O vice-chefe do Executivo esteve, nesta quarta-feira (08), em encontro para o lançamento da Aliança Biodiesel, formada pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
“Ao invés de importar diesel, muito sujeito à geopolítica mundial, a gente produz o nosso produto aqui, para o nosso país”, afirmou. A partir da Aliança Biodiosel, o país irá realizar melhores deliberações com setor, que envolve 16 fabricantes de biodiesel, com atividade de 33 usinas. A produção corresponde a 63,7% do atual parque industrial na produção de biodiesel no país, conforme informações da Agência Brasil.
Brasil é mais bio no diesel! 🇧🇷🌱
— Geraldo Alckmin 🇧🇷 (@geraldoalckmin) April 8, 2026
No lançamento da Aliança Biodiesel, reforcei o compromisso do presidente @LulaOficial com o biodiesel como insumo estratégico para o país: melhora a saúde, preserva o meio ambiente, gera empregos e fortalece a nossa economia — especialmente… pic.twitter.com/n2J3xwT70e
Mercado de biocombustível
Os esforços para formar articulações entre produtoras de biodiesel, surgem em meio às intensificações da guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã, que têm gerado reflexos no abastecimento de combustíveis mundialmente, bem como tem pressionado os preços principalmente do diesel. De acordo com Geraldo Alckmin, o Brasil é o único país do mundo que tem na gasolina 30% de etanol anidro, além de contar com 85% da frota de veículos do tipo flex, ou seja, que podem ser abastecidos com etanol ou com gasolina.
A diferença é que o biodiesel é um biocombustível para uso no ciclo diesel. Ele é derivado de fontes renováveis, como óleos vegetais e gorduras animais. Na prática, esse tipo de combustível pode substituir totalmente ou parcialmente o óleo diesel fóssil, sendo utilizado principalmente em motores de caminhões, tratores, bem como em automóveis e motores de máquinas que geram energia, segundo informações do Ministério de Minas e Energia.
Diante disso, o biodiesel acaba se tornando estratégico especialmente em momentos de conflitos internacionais que atingem o mercado de combustíveis por ser uma alternativa ao diesel. Alckmin entende que ”não há agenda mais positiva do que essa. Ela fala com todos os setores”. Além disso, o vice-presidente pontua que o uso de biodiesel melhora a qualidade do ar, reduz a poluição e casos de problemas respiratórios.
Durante evento, o vice-presidente abordou também a questão do biodiesel envolver pequenos agricultores em sua produção, cenário que pode movimentar toda a cadeia produtiva industrial, bem como a de serviços. “Se nós somos campeões do mundo na agricultura, temos a agricultura tropical mais competitiva e eficiente do mundo, vamos agregar valor: produzir biocombustível, ajudar o meio ambiente, a saúde da população, gerar emprego, renda, evitar a importação de produtos e fortalecer a economia do nosso país”, resumiu.
Demais medidas
Nas últimas semanas, o poder público tem articulado medidas para reduzir os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre o setor de combustíveis no país. Entre as ações já anunciadas está um conjunto de medidas para zerar o PIS/Cofins do biodiesel, com o intuito de evitar o impacto nos preços do gás de cozinha, assim como diminuir os custos da querosene de aviação e evitar o aumento das passagens aéreas no país.
“O governo federal zerou o PIS/Cofins, colocou um subsídio por conta dele, e convidou os estados a participarem. Não obrigou ninguém, mas convidou os estados para participarem a ir meio a meio. O governo entra com 60 centavos, o município e o estado com outro tanto. A maioria dos estados, quase chegando à unanimidade, a maioria concordou”, afirmou Geraldo Alckmin.

