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Economia

Petrobras pretende perfurar mais três poços na Foz do Amazonas e aguarda aval do Ibama

A estatal busca permissão para explorar áreas complementares ao projeto principal, Morpho, já autorizado pelo órgão

Petrobras pretende perfurar mais três poços na Foz do Amazonas e aguarda aval do Ibama

A Petrobras enviou, na semana passada, solicitação de permissão ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar a perfuração de três poços contingentes na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá. A estatal quer aval para abrir poços que complementam o projeto principal, Morpho, autorizado anteriormente pelo órgão.

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Segundo informações do Valor, as explorações dizem respeito especificamente ao bloco FZA-M-59, que contém projeto denominado de Manga, Crotalus e Extensão (PAD) de Morpho, inicialmente chamados Manga, Maracujá e Marolo. Em um dos documentos do processo, a estatal aponta que, a partir do trabalho anterior, foram percebidas melhores oportunidades de exploração.

“Com a perspectiva de continuidade das operações no bloco após a perfuração do poço Morpho e com o aprofundamento do conhecimento dos prospectos, foi possível identificar melhores oportunidades, com maior chance de sucesso, de modo que os dados dos poços foram complementados e atualizados”, disse a estatal em um dos documentos do processo.

Especificações

Especialistas participantes do projeto caracterizam o poço Morpho como “firme” ou principal pelas suas características, bem como por ter sido a primeira perfuração realizada na região com o intuito de explorar a existência de petróleo ou gás natural, sinais que motivaram a elaboração de outros três projetos. “A perfuração dos poços contingentes seguirá os mesmos requisitos e critérios adotados para o poço Morpho, contemplado pela [licença] LO nº 1684/2025 [do Ibama]”, detalha o projeto de abertura dos poços.

O projeto detalha que o poço Extensão (PAD) de Morpho será perfurado a 181 km da costa, com duração prevista de 160 dias. O poço Manga ficará a 173 km da costa, em profundidade de 2.811 metros, também com duração estimada de 160 dias. Já o poço Crotalus será perfurado a 174 km da costa, a 2.914 metros de profundidade, com previsão de execução em 150 dias.

Testes de formação

Conforme aponta o Valor, a Petrobras solicitou ao Ibama também permissão para conduzir testes de formação, procedimento utilizado com o objetivo de avaliar a profundidade dos reservatórios descobertos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o teste de formação é realizado por tubulação com fluxo em superfície.

Entre os pedidos, a estatal pediu ainda a execução das operações de abandono dos quatro poços previstos, o Morpho e os três contingentes, que define o fechamento definitivo das áreas após a perfuração. “Após a perfuração será realizado o abandono dos poços, quando são instalados e testados tampões mecânicos e/ou de cimento, a fim de garantir a efetividade da vedação dos poços”, apontam os processos de perfuração.

Custos

Diante do cenário de movimentações internacionais relacionadas ao petróleo, a Petrobras recalculou os custos totais de perfuração, movimento que teve o objetivo de garantir maior previsibilidade e racionalização dos “dispêndios originalmente estimados”, afirma a estatal. Com isso, o custo total dos projetos de perfuração apresentou redução de 2,25%, passando de R$ 861,77 milhões para R$ 842,40 milhões no valor atualizado em 2025.

Segundo informações da Petrobras, a Bacia da Foz do Amazonas fica localizada na mais extrema bacia ao norte da margem continental brasileira. O local passou a ser explorado no final da década de 1990, com perfurações que consistiam em extensa aquisição sísmica 2D e 3D, e que futuramente levaram a perfuração de quatro poços exploratórios, três em águas profundas.

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